Brasília 'Brasil abriga venezuelanos fugindo do socialismo', diz Bolsonaro

'Brasil abriga venezuelanos fugindo do socialismo', diz Bolsonaro

Em publicação nas redes sociais, presidente afirmou que 61 mil refugiados foram acolhidos em 700 municípios brasileiros

  • Brasília | Priscila Mendes, do R7, em Brasília

Bolsonaro usou o Twitter, neste domingo (30), para tratar de questões sobre a Venezuela

Bolsonaro usou o Twitter, neste domingo (30), para tratar de questões sobre a Venezuela

GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO-12/01/2022

O presidente Jair Bolsonaro (PL) usou as redes sociais, neste domingo (30), para chamar a atenção sobre a questão político-econômica da Venezuela. Ele afirmou que o "Brasil abriga venezuelanos fugindo do socialismo". Mais de 61 mil migrantes e refugiados (92%) foram acolhidos na atual gestão do governo em 700 municípios brasileiros, segundo a postagem. 

Candidato à reeleição neste ano, Bolsonaro promete bater forte nessa questão em seu projeto eleitoral, o que já havia sido sinalizado por meio do programa chamado Sistema Acolhedor, do governo federal. A resolução nº 14, publicada no DOU (Diário Oficial da União) na última segunda-feira (24), cria uma série de compromissos com o monitoramento de imigrantes. 

Nesse plano de ajuda humanitária, o presidente conta com o apoio de Ciro Nogueira (PP/PI), o ministro da Casa Civil. No dia 16 de janeiro, Ciro chegou a escrever um artigo em que diz que uma possível volta do Partido dos Trabalhadores poderia fazer o Brasil dar uma "guinada para a Venezuela, para a Argentina ou para a Bolívia".

“A questão que cada vez mais vai pesar é: na economia, haverá um dia seguinte! Como será? Se o dia seguinte fosse com o PT, faríamos uma guinada para a Venezuela, para a Argentina ou para a Bolívia — regimes e governos que o PT apoia”, escreveu o ministro. Ciro afirmou ainda que, com o PT no poder, o Brasil dará um “verdadeiro cavalo de pau” na economia. 

Caixa-preta do BNDES

No dia 27 de janeiro, o presidente já havia criticado países como Cuba e Venezuela por receber aportes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em atos passados e cobrado mais transparência e investigações. 

"O Ministério Público ia bater no Congresso, eu estava lá dentro, projetos de lei que estavam emendados [ao BNDES] e aí permitiram essas operações. Então, foi tudo legal. Não houve caixa-preta. Caixa-preta foi aquele período que não podia divulgar nada", afirmou.

Durante a campanha presidencial de 2018, o então candidato havia defendido a abertura da "caixa-preta", principalmente do BNDES, responsável por financiar algumas obras de construtoras brasileiras em outros países.

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