CPI da Covid

Brasília Cármen Lúcia autoriza Tolentino a permanecer calado na CPI

Cármen Lúcia autoriza Tolentino a permanecer calado na CPI

O empresário Marcos Tolentino foi convocado para comparecer nesta quarta-feira à CPI da Covid-19

  • Brasília | Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Ministra concede liminar que assegura a Tolentino direito de não produzir provas contra si

Ministra concede liminar que assegura a Tolentino direito de não produzir provas contra si

Edu Garcia/R7

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia deferiu parcialmente a liminar requerida para assegurar ao empresário Marcos Tolentino o direito de não produzir provas contra si mesmo. Ele poderá ficar em silêncio ao ser inquirido pela Comissão Parlamentar de Inquérito da pandemia de Covid-19. Com a decisão, Tolentino não é obrigado a responder questionamentos relativos a informações recebidas por força de sigilo profissional, decorrentes de relação firmada como advogado.

Os senadores afirmam que Marcos Tolentino, presidente da rede de televisão Rede Brasil, é o sócio oculto da FIB Bank. Ele nega. Porém, o depoimento da última quarta-feira (25) do presidente da empresa, Roberto Júnior, reforçou a relação do advogado com a instituição. Roberto Júnior afirmou que Tolentino é procurador de uma das empresas acionistas da FIB Bank, e os senadores ainda apontaram que a MB Guassu tem como endereço a localização do escritório do advogado. Em 12 de agosto, quando Ricardo Barros prestou depoimento à CPI, Tolentino o acompanhou.

FIB Bank

O diretor-presidente da empresa FIB Bank, Roberto Pereira Ramos Júnior, afirmou em depoimento à CPI que Tolentino é procurador de uma das empresas que compõem o capital social da FIB Bank. Marcos Tolentino é amigo do deputado federal e líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e chegou a acompanhar o parlamentar durante o depoimento à comissão no último dia 12.

Ramos Júnior afirmou que o advogado é procurador da Pico do Juazeiro, uma das acionistas da FIB Bank. Ainda de acordo com Ramos Júnior, a FIB Bank — que, apesar do nome, não atua como banco, e sim como uma prestadora de garantias fidejussórias (garantias pessoais) — foi fundada pela Pico do Juazeiro e pela MB Guassu.

A FIB Bank foi responsável por entregar ao Ministério da Saúde uma carta de fiança assegurando a capacidade financeira da Precisa Medicamentos, que intermediava a compra do imunizante indiano Covaxin.

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