Brasília CNJ apura venda de decisões por 7 desembargadores e juíza do RJ

CNJ apura venda de decisões por 7 desembargadores e juíza do RJ

Órgão abriu correição para investigar denúncias de venda de decisões judiciais em favor de empresas de transportes públicos

  • Brasília | Emerson Fraga, do R7, em Brasília

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ)

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ)

Foto: TJRJ/Divulgação

A corregedora nacional de Justiça, ministra Maria Thereza Moura, abriu correição extraordinária para investigar a suposta venda de decisões judiciais por sete desembargadores e uma juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Os magistrados são acusados de vender decisões favoráveis a empresas do setor de transporte público. As acusações foram feitas na delação de José Carlos Lavouras, ex-presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), ao Ministério Público Federal.

A correição leva em conta também a operação “Voto vendido”, que cumpriu, em 17 de abril de 2020, mandados de busca e apreensão contra o desembargador Mario Guimarães Neto. Os investigadores apreenderam joias, entre elas um colar de diamantes, relógios de ouro, 20 quadros e um cofre dentro de um carro que estava estacionado na garagem do condomínio onde mora o magistrado com R$ 50 mil em espécie.

A Portaria 63/2021 estabelece que a verificação nos gabinetes ocorrerá entre esta segunda-feira (23) e terça (24). Durante as inspeções, os trabalhos devem continuar normalmente. Segundo a Secretaria de Comunicação do CNJ, as apurações são sigilosas. O TJRJ também informou que não vai se manifestar, pois "o processo corre em segredo de justiça".

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