Brasília Com concorrente cassado, Beto Richa se elege deputado federal

Com concorrente cassado, Beto Richa se elege deputado federal

Candidato do PSDB pode não assumir se Jocelito Canto, do mesmo partido, reverter o indeferimento de sua candidatura no Paraná

  • Brasília | Do R7, em Brasília

Beto Richa, candidato do PSBD eleito deputado federal pelo Paraná nestas eleições

Beto Richa, candidato do PSBD eleito deputado federal pelo Paraná nestas eleições

Heuler Andrey/DiaEsportivo/Folhapress - 7.10.2018

Eleito deputado federal pelo Paraná no primeiro turno das eleições neste domingo (2), Beto Richa (PSDB) corre o risco de não assumir o cargo em 2023. O impasse é motivado pelo fato de o candidato ter garantido a vitória por causa do indeferimento da candidatura de Jocelito Canto, do mesmo partido, que tenta reverter a situação na Justiça Eleitoral.

Beto Richa obteve 64.868 votos no Paraná e foi eleito por média, por ter alcançado a 28ª posição entre os 30 candidatos que conseguiram uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo estado. Jocelito Canto conseguiu 74.348 votos, o que garantiria a 23ª posição no ranking dos deputados federais mais votados no Paraná.

Jocelito Canto (PSDB)

Jocelito Canto (PSDB)

Reprodução/TSE

Canto teve a candidatura barrada porque seu adversário Sandro Alex (PSD) — eleito com 168.157 votos, o 5º mais votado no estado — alegou que o candidato do PSDB e ex-prefeito de Ponta Grossa deveria estar inelegível por ter sido condenado por improbidade administrativa ao usar um policial militar cedido à Prefeitura de Ponta Grossa para sua segurança particular.

O recurso de Jocelito Canto corre no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, e existe ainda a possibilidade de o candidato levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para reverter a situação.

Quocientes eleitoral e partidário

Urna eletrônica

Urna eletrônica

Lorena - Notícias

De acordo com o TSE, o sistema proporcional funciona por meio dos chamados quocientes eleitoral (QE) e partidário (QP).

"O quociente eleitoral é definido pela soma do número de votos válidos (votos de legenda e votos nominais, excluindo-se os brancos e os nulos), dividida pelo número de cadeiras em disputa. Apenas partidos isolados e coligações que atingem o quociente eleitoral têm direito a alguma vaga", informa o TSE.

"A partir daí, analisa-se o quociente partidário, que é o resultado do número de votos válidos obtidos, pelo partido isolado ou pela coligação, dividido pelo quociente eleitoral. O saldo da conta corresponde ao número de cadeiras a serem ocupadas", complementa a Corte eleitoral.

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