Brasília Com menos deputados e sem eleger governador no 1º turno, PSDB sai menor das eleições 2022

Com menos deputados e sem eleger governador no 1º turno, PSDB sai menor das eleições 2022

Partido também não elegeu senador nas eleições de 2022; esse é o pior resultado da legenda desde 1998

  • Brasília | Hellen Leite, do R7, em Brasília

Bruno Araújo, presidente do PSDB

Bruno Araújo, presidente do PSDB

Valter Campanato/Agência Brasil - Arquivo

O PSDB, que governou o Brasil duas vezes com Fernando Henrique Cardoso, encolheu nas eleições 2022. Na Câmara dos Deputados, a legenda saiu dos atuais 23 deputados para 18. No Senado, o partido nem sequer elegeu candidato. Esse é o pior resultado da legenda desde 1998.

Rachada internamente, a Executiva nacional deve se reunir nesta terça-feira (4) para decidir o posicionamento sobre o segundo turno da eleição à Presidência da República.

O partido também encolheu nas disputas aos governos dos estados. O caso mais emblemático é o de São Paulo, berço político do PSDB, onde Rodrigo Garcia (PSDB), que atualmente comanda o Executivo paulista, ficou em terceiro lugar, com 4.296.293 votos (18,4%). O segundo turno vai ser disputado entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).

O PSDB ainda vai disputar o segundo turno em quatro estados: Rio Grande do Sul, entre Eduardo Leite (PSDB) e Onyx Lorenzoni (PL); em Mato Grosso do Sul, com Eduardo Riedel (PSDB) contra Capitão Contar (PRTB); em Pernambuco, com Raquel Lyra (PSDB) contra Marília Arraes (Solidariedade); e na Paraíba, onde Pedro Cunha Lima (PSDB) vai enfrentar João Azevedo (PSB). Em todos esses estados, os tucanos chegaram em segundo lugar.

Importância das bancadas na Câmara

O tamanho das bancadas é fundamental na atuação parlamentar. As presidências das comissões e as vagas na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados são definidas a partir da proporcionalidade partidária, ou seja, as maiores legendas ou blocos ocupam os cargos mais importantes da casa. A composição partidária também tem impacto direto na governabilidade do presidente eleito, já que ele terá de negociar a votação das pautas prioritárias com as legendas.

Bancadas maiores também têm direito a uma fatia maior dos recursos do Fundo Partidário, que é repartido entre as siglas de acordo com a votação para deputado federal. As legendas com a maior quantidade de parlamentares também recebem mais recursos do fundo especial que financia as campanhas eleitorais e do tempo de televisão.

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