Brasília Começa o julgamento de acusados de ser os mandantes da chacina de Unaí

Começa o julgamento de acusados de ser os mandantes da chacina de Unaí

Fazendeiro e empresário são suspeitos de encomendar a morte de 4 fiscais do trabalho

  • Brasília | Do R7

Quase 12 anos depois, começa julgamento de serem os mandantes da chacina de Unaí

Quase 12 anos depois, começa julgamento de serem os mandantes da chacina de Unaí

Reprodução/TV Record

Começou nesta terça-feira (27), em Belo Horizonte, capital mineira, o julgamento do empresário José Alberto Castro e do fazendeiro Norberto Mânica, acusados de ser os mandantes da morte de quatro auditores fiscais do trabalho que investigavam denúncias de trabalho escravo no noroeste de Minas Gerais e entorno do Distrito Federal. O crime ocorreu em 2004 e ficou conhecido como a chacina de Unaí. O julgamento será retomado nesta quarta-feira (28).

O empresário Hugo Pimenta, também acusado de ser um dos mandantes do crime, fez um acordo de delação premiada e participou do julgamento na condição de testemunha.

A defesa de Norberto Mânica tentou adiar o júri alegando que há recursos no STF (Supremo Tribunal Federal) que ainda não foram julgados e que houve descumprimento no acordo de delação premiada de Hugo Pimenta.

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Para o advogado Antônio Castro de Almeida Castro, conhecido como Kakay, Pimenta não teria apresentado todas as provas prometidas no acordo.

— É uma delação extremamente preparada, forçada e que entra em contradição com uma série de questões anteriores. A delação foi contra os trâmites legais e nós vamos comprovar isso em juízo.

O advogado de Pimenta, Lúcio Adolfo, rebate as acusações de Kakay e defende que seu cliente está em acordo com a Justiça.

— O que existe é a colaboração do Hugo. Ele narra com riqueza de detalhe o que aconteceu e conta absolutamente a verdade.

A audiência foi presidida pelo juiz Murilo Fernando de Almeida, que indeferiu o pedido protelatório da defesa do fazendeiro.

Diversos auditores fiscais do trabalho compareceram no tribunal para pedir justiça e punição aos acusados. O ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, viajou de Brasília para Belo Horizonte especialmente para acompanhar o julgamento.

Ao todo, o Ministério Público denunciou nove pessoas pelo crime, sendo dois pistoleiros, um motorista, uma pessoa responsável por apagar os rastros da quadrilha, um fazendeiro, dois empresários e os irmãos Norberto Mânica e Antério Mânica, conhecidos como os “reis do feijão”. Somadas, as penas dos condenados chegam a 226 anos de prisão.

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