Brasília CPI aprova pedido de quebra de sigilo de redes sociais de Bolsonaro

CPI aprova pedido de quebra de sigilo de redes sociais de Bolsonaro

Comissão aprovou representação que pede o banimento das redes do presidente, após ele relacionar vacina da Covid com Aids

  • Brasília | Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

O presidente da República, Jair Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro

Joédson Alves/EFE

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 aprovou nesta terça-feira (26) um requerimento que solicitava ao procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, e ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência dos sigilos telemáticos do presidente Jair Bolsonaro. O pedido envolve as contas do presidente no YouTube, Facebook, Instagram e Twitter.

O documento pede os dados cadastrais, registros de conexão, informações de Android, cópia de todo o conteúdo armazenado no Youtube, no Facebook, Instagram e Twitter, inclusive informações de acessos e relativas a todas as funções administrativas e de edição. O requerimento, do vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP), também solicita a suspensão das contas de Bolsonaro nessas redes.

Os senadores também aprovaram uma representação pela Advocacia do Senado Federal ao STF e à PGR que solicita investigação e responsabilização de Bolsonaro, com adoção de medidas cautelares para obrigar o presidente a se retratar em cadeia nacional, "desmentindo a correlação entre vacinação contra o coronavírus e o desenvolvimento da Aids", sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da decisão judicial. A representação pede ainda o banimento ou a suspensão das contas de Bolsonaro em redes sociais.

VEJA ABAIXO VÍDEO COM AS TRETAS DA CPI

Também foi aprovado um requerimento do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) que pede que o ministro do STF Alexandre de Moraes apure a informação falsa em questão, divulgada pelo presidente. O documento solicita a avaliação "do potencial cometimento dos crimes, determinando a retirada do conteúdo do ar e adotando demais providências que entender pertinente”.

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