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Brasília CPI envia resposta ao STF e nega ter vazado dados de Barros

CPI envia resposta ao STF e nega ter vazado dados de Barros

Documento foi protocolado às 5h56 deste sábado (28) e atende a uma solicitação feita pela ministra Cármen Lúcia 

  • Brasília | Kelly Almeida, do R7, em Brasília

Jefferson Rudy/Agência Senado

Às 5h56 deste sábado (28), o presidente da CPI da Covid-19 no Senado Federal, Omar Aziz (PSD-AM), enviou resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre acusação do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, de vazamento de dados que subsidiaram reportagem divulgada pelo R7 sobre movimentações na conta de Barros. As informações geraram um pedido de esclarecimento feito pela ministra Cármen Lúcia

Por meio do documento elaborado pela advocacia do Senado e protocolado no STF, o presidente da CPI detalha que "é simplesmente impossível que as informações que alimentaram a reportagem em tela tenham sido obtidas do acervo de dados sigilosos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a pandemia". O documento ressalta ainda que "os sistemas de segurança foram revisados na noite do dia 27 e na madrugada do dia 28, sem que nenhuma irregularidade tenha sido encontrada até o momento."

O documento protocolado no STF sugere algumas possibilidades para o vazamento dos dados: "o próprio impetrante (Ricardo Barros) ou pessoa de seu círculo de apoio poderia ter repassado os dados para tumultuar e desacreditar o inquérito legislativo; os dados poderiam ter sido obtidos por meio de hackers em fontes alheias à CPI; o autor poderia ter incorrido em falhas na guarda de seus próprios dados, que poderiam ter chegado sem seu consentimento a terceiros."

Ao R7, Aziz defendeu, na manhã deste sábado, que não houve vazamento por parte dos integrantes da CPI. Ele lembrou que, na semana passada, tirou o acesso de senadores e assessores a documentos sigilosos da comissão.  Na terça-feira (24), Aziz liberou o acesso de senadores a documentos sigilosos desde que assinassem requisição e disse que não era "babá de ninguém". 

Em nota, a assessoria do deputado Ricardo Barros destacou que a CPI recebeu o relatório do COAF em 24 de agosto, às 9h02, e Ricardo Barros no dia 27/8, às 17h40. "A defesa de Ricardo Barros protocolou na manhã deste sábado no STF um recurso classificando as justificativas da CPI de “absolutamente desconexas da realidade”. A defesa reforçou o pedido de responsabilização dos senadores  afim de evitar novos vazamentos."


Coaf
O relatório do Coaf aponta que houve incompatibilidade de movimentações avaliadas com a capacidade declarada em uma conta do deputado federal Ricardo Barros no mês de março deste ano. “De acordo com as informações cadastrais e as movimentações analisadas, entende-se como incompatível com a capacidade declarada, superando cerca de R$ 169.894,97. Movimentação por meio de saques, os quais dificultam identificar os beneficiários finais dos recursos”, informa o documento.

Segundo o relatório, o valor na conta é de R$ 418,6 mil. O relatório informa a análise de movimentações da conta corrente, sendo que, no período, os créditos de forma consolidada totalizam cerca de R$ 207,3 mil. As movimentações de débito totalizaram cerca de R$ 211,1 mil.

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