CPI da Covid

Brasília CPI pede segurança policial para advogada de médicos da Prevent

CPI pede segurança policial para advogada de médicos da Prevent

Bruna Morato relatou que ela e seus clientes têm se sentido ameaçados; a advogada disse também que teme por sua vida

  • Brasília | Isabella Macedo, do R7, em Brasília

A advogada Bruna Morato chega ao Senado Federal para depor à CPI da Covid

A advogada Bruna Morato chega ao Senado Federal para depor à CPI da Covid

Roque de Sá/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 pedirá, ainda nesta terça-feira (28), que a Polícia Federal (PF) faça a proteção da advogada Bruna Morato, que representa médicos que denunciaram a Prevent Senior. A advogada prestou depoimento à CPI e relatou que ela e seus clientes se sentem ameaçados.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pediu à secretaria da comissão que a PF seja oficiada ainda nesta terça para oferecer segurança a Bruna Morato. Randolfe também pediu que a PF se manifeste com rapidez. A solicitação foi motivada pela própria advogada. Ela disse sempre ter tido atuação profissional discreta e que agora teme por sua vida.

“Eu trabalho única e exclusivamente por indicação, com uma base sólida de clientes que fazem essa indicação. Eu tenho grande preocupação com o que vai acontecer com a minha vida depois do dia de hoje. Então, se possível fazer essa solicitação, eu agradeço”, pediu a advogada.

O requerimento foi apresentado verbalmente por Randolfe, que estava presidindo a comissão nos questionamentos finais, e aprovado pelos senadores da CPI. “Então, determino à Secretaria que seja oficiado de imediato. E assim como de imediato, para que não incorra em situações iguais às situações anteriores, que a Polícia Federal possa se manifestar, o quanto antes, sobre a providência tomada por esta Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse.

Bruna Morato depôs por quase oito horas para esclarecer as denúncias feitas por um grupo de 12 médicos que se uniram para apontar irregularidades nas unidades da Prevent Senior durante a pandemia da Covid-19. A operadora é alvo de denúncias encaminhadas à CPI por esses médicos, que reuniram informações em um dossiê que, segundo a advogada, tem mais de 10 mil páginas de documentos.

Bruna também afirmou que seus clientes foram ameaçados e coagidos, além de ter relatado invasão em seu escritório após ter apresentado as denúncias contra a Prevent Senior.

Prontuários

A CPI também aprovou dois requerimentos para que a Prevent Senior entregue os prontuários de pacientes tratados nas unidades durante o período da pandemia. Segundo o pedido aprovado, os prontuários de pacientes registrados de março de 2020 a setembro de 2021 deverão ser entregues em 24 horas. Os formulários em que os pacientes com Covid-19 eram registrados durante o mesmo período também deverão ser entregues em até 24 horas pela operadora de saúde.

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