Brasília CPI: Vendedor teria sido usado como laranja em contrato

CPI: Vendedor teria sido usado como laranja em contrato

Vendedor de Alagoas que disse ter tido a sua assinatura falsificada e seu nome usado de forma indevida pela empresa FIB Bank

  • Brasília | Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia realizou oitiva do diretor do FIB BanK

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia realizou oitiva do diretor do FIB BanK

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Durante depoimento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 desta quarta-feira (25/8), os senadores mostraram o áudio de um vendedor de Alagoas que disse ter tido a sua assinatura falsificada e seu nome usado de forma indevida pela empresa FIB Bank. A empresa presta serviço de garantia de fiança e foi a garantidora do contrato da Precisa Medicamentos com o Ministério dsa Saúde para importação de 20 milhões de doses da vacina contra covid-19 Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o áudio é de Geraldo Rodrigues Machado, apontado como um dos sócios fundadores da FIB Bank, ainda quando tinha o nome DTX. No áudio, ele diz que em 2015, ao tentar financiar uma moto, surpreendeu-se com a negativa de crédito. "Descobri que tinha restrição de crédito por participar do quadro societário de algumas empresas do Estado de São Paulo", afirmou.

Geraldo ainda disse que foi demitido meses depois e não conseguiu receber seguro-desemprego por participar do quadro societário dessas empresas, sendo uma delas a FIB Bank. "Nunca estive em São Paulo, nunca assinei nenhuma ata, nunca participei de nenhuma reunião, nenhuma assembleia. Sempre falsificaram minhas assinaturas. Luto na Justiça há uns três, quatro anos, para resolver, mas até o momento a gente não conseguiu êxito", explicou.

"Caso de polícia", disse o senador Rogério Carvalho (PT-SE) após a execução do áudio. Randolfe afirmou que em janeiro de 2009, Geraldo foi a uma Delegacia de Polícia de Alagoas para prestar depoimento em que se disse vítima, apontado que "tomou conhecimento do surgimento de outras duas empresas em seu nome no Estado de São Paulo".

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