Brasília Cresce número de pedidos de psicólogos para consultas on-line

Cresce número de pedidos de psicólogos para consultas on-line

Desde o início da pandemia, Conselho Federal de Psicologia registrou mais de 135 mil solicitações para atuação virtual   

  • Brasília | Priscila Mendes, do R7, em Brasília

Foto: Pixabay

A pandemia e o isolamento social impulsionaram a procura de brasileiros por consultas de psicologia on-line. A demanda veio acompanhada do desafio de prestar o atendimento remotamente, garantindo o mesmo sigilo das terapias presenciais. Desde o início da pandemia, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) registrou 135.167 novos pedidos para que os psicólogos atuem virtualmente. O número é superior a todas as solicitações já feitas na história. De 2018 a 2020, foram 30.677 cadastros.

O Conselho exige a formalização na plataforma e-Psi para fiscalizar os trabalhos, garantir sigilo, proteção e confidencialidade. Um formulário foi criado para simplificar e agilizar o cadastramento de profissionais. Após o surgimento do primeiro caso de Covid-19 em Brasília, a Resolução nº 04/2020 reforçou o cumprimento do Código de Ética Profissional da categoria e o cadastro prévio na plataforma como prerrogativas para o atendimento on-line.

Ana Sandra Fernandes, presidente do CFP, ressalta que, no caso de psicólogos, esse cadastro é obrigatório. É por meio das informações no e-Psi que o Conselho avalia a atuação do psicólogo na modalidade remota, informa a plataforma a ser utilizada pelo profissional, diz se o atendimento será de forma síncrona ou assíncrona e como vai garantir o sigilo e a confidencialidade.

“O cadastro é importante porque qualquer pessoa pode consultar na plataforma se o psicólogo que está oferecendo o serviço é cadastrado e está habilitado para o atendimento remoto. Se houver qualquer de dificuldade ou atuação inadequada do profissional, há a possibilidade também de procurar o Conselho Regional de Psicologia para que seja feita uma denúncia a ser averiguada. Essa é a garantia de ser atendido por um profissional que está submetido a uma profissão regulamentada e que responde a normativos técnicos e éticos”, diz Ana Sandra Fernandes.

Foi graças ao atendimento on-line que Gracielle Cristine Araújo de Carvalho, professora de educação física da Secretaria de Educação do DF, conseguiu manter as sessões que lhe ajudaram a superar o processo de divórcio e a perda do pai. “A tecnologia tem nos permitido interagir perfeitamente durante a pandemia e ainda no conforto de casa”, destaca.

Graças às sessões on-line, a professora Gracielle de Carvalho conseguir continuar com o atendimento psicológico durante a pandemia e superar a perda do pai

Graças às sessões on-line, a professora Gracielle de Carvalho conseguir continuar com o atendimento psicológico durante a pandemia e superar a perda do pai

Foto: Arquivo pessoal

Dia do psicólogo

Nesta sexta-feira (27), comemora-se o Dia do Psicólogo, em alusão à regulamentação da profissão, sancionada em 1962. Para discutir os desafios e questões importantes para a categoria, a Câmara de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados promove, na próxima segunda-feira (30), audiência pública. Na ocasião serão debatidos dois projetos de lei relacionados à atividade profissional.

O PL nº 2079/19, de autoria do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), fixa em R$ 4.650 o piso salarial dos psicólogos, a ser reajustado no mês de publicação da futura lei pela variação acumulada do INPC de fevereiro de 2009; e, anualmente, a partir do ano subsequente ao do primeiro reajuste, levando em consideração a variação acumulada pelo INPC nos doze meses anteriores.

A outra proposta (PL nº 1214/19), da deputada Erika Kokay (PT-DF), limita a carga de trabalho dos psicólogos a 30 horas semanais.

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