Brasília Cruzeiro é a primeira região do DF totalmente iluminada por LED

Cruzeiro é a primeira região do DF totalmente iluminada por LED

Economia de energia pode chegar a 80% com as novas lâmpadas, que custaram R$ 2,1 milhões

  • Brasília | Emerson Fraga, do R7, em Brasília

Substituição custou R$ 2,1 milhões aos cofres públicos

Substituição custou R$ 2,1 milhões aos cofres públicos

Foto: Germana Brito/Administração Regional do Cruzeiro


A região administrativa do Cruzeiro é a primeira do Distrito Federal a contar com 100% dos postes de luz com lâmpadas de LED. A nova iluminação da cidade será inaugurada nesta segunda-feira (23), às 17h30, em evento na Praça das Três Quadras.

“É muito nítida a diferença da capacidade de iluminação do LED. Se você entrar dentro do Cruzeiro à noite, parece que está dia. Você enxerga os becos, as ruas, as calçadas. O principal ganho é em segurança. É o cidadão poder parar o carro ou andar e conseguir enxergar em volta”, afirma Luiz Eduardo Pessoa, administrador regional do Cruzeiro.

Para Ênio Ferreira, morador do Cruzeiro há mais de 40 anos, a nova iluminação traz segurança para a população. "A iluminação ajuda principalmente na segurança pública, trazendo mais tranquilidade para os moradores. É muito difícil, com aquelas luzes fortes, que alguém se esconda em algum lugar", afirma.

A troca das lâmpadas foi iniciada em 2019, no Cruzeiro Velho. Neste mês, foi concluída a reforma no Cruzeiro Novo. Ao todo, foram instaladas 4.572 luminárias novas na região.

As luminárias de LED iluminam, com um só dispositivo, um espaço muito maior. Além de ser mais eficiente, o LED gasta cerca de 40% menos energia do que as lâmpadas convencionais fluorescentes e até 80% menos que as incandescentes.

O serviço foi executado pela Companhia Energética de Brasília (CEB) e custou R$ 2,1 milhões aos cofres públicos. Os recursos vieram de uma emenda parlamentar do deputado distrital Reginaldo Sardinha (Avante-DF).

Apesar do preço mais elevado do que o da iluminação convencional, o LED dura mais. "Quando você troca uma lâmpada convencional pelo LED, está investindo numa tecnologia mais eficiente em termos de consumo, durabilidade e segurança. O LED, por exemplo, não esquenta, como as lâmpadas convencionais. Tem um custo maior na compra, mas que se paga ao longo do tempo, na diminuição da conta de energia e resistência. É por isso que ele se torna mais barato do que a lâmpada convencional”, explica a arquiteta e urbanista Júlia Fernandes, doutora em Qualidade da Iluminação e consultora na área.

Há também vantagens para o meio ambiente. “O LED também diminui a emissão de gases de efeito estufa, o que vai ao encontro do que o cenário internacional pede neste momento”, complementa.

R$ 65 milhões para municípios

A Eletrobrás está com edital aberto, até 27 de agosto, para gestores municipais e profissionais da área de serviços de conservação que queiram investir no aumento da eficiência energética da iluminação pública. É a chamada pública do programa Procel Reluz, que vai distribuir R$ 65 milhões de reais para investimentos públicos que tornem eficiente a iluminação pública de vias e praças em todo o País.

O objetivo do edital é, principalmente, a promoção de parcerias com administrações municipais para projetos de iluminação pública com tecnologia LED.

O que é LED?

Em inglês, LED é a sigla para diodo emissor de luz (light emitting diode). É um componente eletrônico que transforma energia elétrica em energia luminosa por meio de um processo chamado eletroluminescência.

A tecnologia foi inventada em 1963 pelo engenheiro estadunidense Nick Holonyak. Na época, a iluminação de LED emitia apenas a luz vermelha. Com o aprimoramento tecnológico, a geração de luzes de todas as cores tornou-se possível e a tecnologia hoje é utilizada em lâmpadas, celulares, monitores e televisores.

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