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Brasília Defesa de Moro diz que AGU tentou esvaziar recurso do ex-juiz

Defesa de Moro diz que AGU tentou esvaziar recurso do ex-juiz

Segundo advogados do ex-ministro, petição protocolada tenta 'esvaziar o teor do agravo regimental interposto na Corte' 

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Inquérito apura a denúncia de Moro de que o presidente teria tentado interferir politicamente na Polícia Federal

Inquérito apura a denúncia de Moro de que o presidente teria tentado interferir politicamente na Polícia Federal

3/10/2019. REUTERS/Adriano Machado/ Foto de Arquivo

A defesa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro criticou a ação da AGU (Advocacia-Geral da União) desta quarta-feira (6) no STF (Supremo Tribunal Federal). Nesta tarde, a AGU enviou um ofício à Corte informando que o presidente da República, Jair Bolsonaro, prestaria depoimento na Polícia Federal sobre o inquérito que apura eventual interferência política dele em investigações.

O documento surgiu minutos antes de o STF julgar se Bolsonaro poderia ou não prestar o depoimento por escrito, como solicitado, em 2020, pela própria Advocacia-Geral da União. Segundo a defesa de Moro, “a postura de protocolar uma petição antes do início da sessão plenária, concordando com o interrogatório presencial, tentou esvaziar o teor do agravo regimental interposto na Corte pela própria AGU”.

O caso faz parte do inquérito 4.831, chamado informalmente de Moro x Bolsonaro. Ele apura a denúncia do ex-ministro da Justiça de que Bolsonaro teria tentado interferir politicamente na Polícia Federal após investigações sobre os filhos e outras pessoas ligadas ao presidente.

Para os advogados de defesa de Sergio Moro, o fato de a AGU ter voltado atrás e retirado o pedido do depoimento escrito antes da decisão do STF que julgaria o tema “confirma a procedência da tese defendida, desde o início da discussão do caso”. “A partir de agora, aguardamos a designação da data para a realização do ato procedimental de oitiva do investigado”, diz a nota, assinada por Rodrigo Sánchez Rios.

Com a mudança causada pelo ofício, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, retirou de pauta o recurso que seria votado e vai avaliar se existe perda de objeto, ou seja, extinção do motivo para julgar o tema.

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