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Brasília Desemprego cai pelo terceiro mês consecutivo no DF

Desemprego cai pelo terceiro mês consecutivo no DF

 De acordo com Codeplan, queda ocorreu por conta do crescimento nas contratações 

  • Brasília | Do R7, em Brasília

Empregos domésticos no DF aumentam 27,1% em relação ao ano passado

Empregos domésticos no DF aumentam 27,1% em relação ao ano passado

Foto: ANDRE MELO ANDRADE/IMMAGINI/ESTADÃO CONTEÚDO

Os índices de desemprego da capital do país registraram queda pelo terceiro mês consecutivo, segundo dados da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF), realizada pela Codeplan e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o desemprego total caiu de 19,2% para 18,2%, entre julho de 2020 e de 2021.

Os números começaram a cair a partir de maio (19,4%); 18,7% em junho; e 18,2% em julho.  De acordo com a Codeplan, o desemprego diminuiu por conta do aumento das taxas de ocupação. Foram mais de 19 mil novos postos de trabalho gerados, um volume maior em relação ao número da População Economicamente Ativa (PEA) – 12 mil pessoas.

No último mês, houve um aumento de 1,4% nas ocupações, com estimativa de 1,6 milhão de pessoas empregadas. Esse crescimento foi alavancado, sobretudo, pelo crescimento das áreas da construção civil, comércio e reparação, serviços e, em menor intensidade, na indústria de transformação. Houve também crescimento do emprego doméstico, trabalho autônomo e o assalariamento privado com e sem carteira assinada.

Jusçanio Umbelino de Souza, Gerente de Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan, destaca que, mesmo com a queda, o DF vive uma forte crise de discrepância social que atinge, principalmente, a comunidade mais pobre. O grupo que compreende as regiões administrativas da Fercal, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, Estrutural e Varjão, encontra, em sua maioria, maiores oportunidades na construção civil.

Assalariados e empregos domésticos 

O número de assalariados cresceu 2,2% no DF.  Esse cenário se deu por conta do aumento de pessoas que entraram no setor público e no privado. No setor privado, houve ainda um aumento de 1,7% no número de trabalhadores com carteira assinada. Foram registradas 9 mil pessoas até julho.  

Mas, o maior crescimento ficou por conta dos empregos domésticos. O aumento foi de 27,1%, comparado ao mesmo período do ano passado. Setor privado sem Carteira de Trabalho registrou crescimento de 19%, trabalhadores autônomos com participação de 17,9% e o setor privado com carteira assinada, 8,2%. 

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