Brasília DF: dose de reforço da Pfizer pode retardar vacinação de adolescentes

DF: dose de reforço da Pfizer pode retardar vacinação de adolescentes

A capital aguarda o envio de doses e instruções do Ministério da Saúde para reforçar a imunidade de idosos e imunossuprimidos

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Tânia Rêgo/Agência Brasil - 8.3.2021

O envio da chamada dose de reforço do imunizante da Pfizer para o Distrito Federal poderá influenciar na vacinação de adolescentes de 17 anos, afirmou o chefe da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, em coletiva de imprensa para informar as ações do GDF no combate à covid-19, na tarde desta quinta-feira (26/8). Por enquanto, porém, a Saúde seguirá vacinando essa parcela mais jovem da população.

Isso ocorre pois o DF avançou na vacinação da população com 17 anos (foram 24.401 aplicações de 48 mil previstas), mas o grupo ainda não está incluso no plano nacional de vacinação e só pode ser imunizado com a Pfizer, mesma marca destinada aos idosos, no caso da terceira dose, e às gestantes e puérperas. “Então, temos que aguardar para ver de que forma o Ministério da Saúde encaminhará essas vacinas para que a Secretaria de Saúde elabore o plano de vacinação e verifique se será possível reduzir a faixa etária e aplicar a dose de reforço”, explicou Rocha.

A terceira dose será aplicada em idosos maiores de 70 anos e em pacientes imunossuprimidos, como transplantados. A aplicação deve ocorrrer seis meses após a segunda dose e está prevista para começar em 15 de setembro.

Outro assunto comentado foi a redução do prazo para aplicação da segunda dose da Astrazeneca e da Pfizer. O GDF espera que, com o anúncio do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta quarta (25), sobre a redução do prazo, a pasta envie novas doses para os estados, municípios e para a capital federal. “No DF, quando é possível fazer antecipação obedecendo a regra de cada vacina, isso está sendo feito”, afirmou Rocha.

Números

Nesta quinta, o DF tem 62,88% de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), e 35% de ocupação de leitos com suporte ventilatório. De 173 pacientes com Covid testados, 49% estão com a variante Delta e 51% com a Gama. O sequenciamento genético do vírus foi feito em 98 amostras. De acordo com o secretário adjunto de Gestão em Saúde da Secretaria de Saúde, Artur Felipe Siqueira de Brito, o número de pacientes infectados com a Delta tem crescido.

“O sequenciamento é feito por amostragem. E é analisado à luz de amostragens anteriores. No início, de 100%, 28% era delta, depois, 30%, agora, 48%. Pelo sequenciamento, estamos tendo um aumento de Delta no DF”, destacou Brito.

Rocha, por sua vez, afirmou que o GDF também fez testagem no Acampamento Luta Pela Vida, que abriga povos originários que vieram ao DF acompanhar o julgamento do marco temporal no Supremo Tribunal Federal. “No acampamento dos indígenas, a secretaria de saúde disponibilizou ponto de atendimento para a população no local, e fez a testagem de 1.600 pessoas. Dessas, apenas três testaram positivo, foram retirados e encaminhados para a Casa Abrigo, e estão sendo monitorados pela Secretaria de Saúde. Aglomeração sempre pode gerar disseminação do vírus”, alertou.

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