Brasília DF manterá vacinação de adolescentes de 14 a 17 anos

DF manterá vacinação de adolescentes de 14 a 17 anos

A informação foi repassada pelo secretário de Saúde, que destacou que a capital antecipou a cobertura vacinal para o grupo

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Secretaria também vai investigar se algum adolescente recebeu imunizante não recomendado

Secretaria também vai investigar se algum adolescente recebeu imunizante não recomendado

EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O Distrito Federal manterá a vacinação de adolescentes de 14, 15, 16 e 17 anos contra a Covid-19. O anúncio foi feito pelo Secretário de Saúde, o general do Exército Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (16). A Secretaria de Saúde também abrirá um processo administrativo para investigar se algum adolescente na capital federal recebeu doses de outro imunizante que não a Pfizer, conforme informou o Ministério da Saúde.

Nesta sexta (17), a depender do que o comitê técnico do Ministério da Saúde recomendar, o GDF poderá reavaliar a imunização dos adolescentes.Pafiadache destacou que o esquema de vacinação de jovens no DF foi feito levando em conta postos de saúde abastecidos com a Pfizer. “Essa vacina é a única que tem registro definitivo e é mundial. Nunca houve manifestação da Anvisa quanto a isso. Depois de ouvir a manifestação do ministro [Marcelo Queiroga], o que pode ter acontecido é uma antecipação da cobertura vacinal para adolescentes”, disse.

“A Secretaria de Saúde do DF tomou medidas para evitar qualquer tipo de dificuldade na cobertura vacinal dos adolescentes do DF. Nossos postos são exclusivos para os jovens e com a Pfizer. Temos um registro do Ministério da Saúde constando que alguns jovens foram vacinados por outras vacinas que não Pfizer. Nós vamos investigar se isso não foi uma questão de digitalização. Tomamos todas as medidas para que os jovens fossem para postos com Pfizer”, ressaltou o militar.

Novas determinações

A coletiva da Secretaria de Saúde começou mais tarde, pois o secretário, o general do Pafiadache, estava aguardando o fim da coletiva do Ministério da Saúde. O ministro Marcelo Queiroga divulgou a suspensão da vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos. De acordo com a pasta, nessa faixa etária só serão imunizados contra a Covid-19 aqueles com comorbidades. A informação surpreendeu, pois a pasta já havia recomendado a vacinação de adolescentes e o Distrito Federal já tinha começado a aplicar as doses de Pfizer para o grupo.

De acordo com o ministro, os estados teriam iniciado a vacinação de adolescentes antes do previsto. “A vacinação deveria iniciar no dia 15 (de setembro) e, inclusive, foram feitas imunizações com vacinas fora das recomendações da Anvisa”, disparou. A preocupação vem por conta da morte de um jovem que tomou a vacina da Pfizer. Ainda não há comprovação de que a morte estaria relacionada com a dose do imunizante.

No perfil oficial do Twitter, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, avisou que suspenderia a vacinação do público de 13 anos anunciada pouco antes. “Hoje, mais cedo, anunciei que a vacinação chegaria aos público de 13 anos, a partir desta sexta-feira (17). Mas, por precaução, decidi seguir a recomendação do Ministério da Saúde e suspendi a vacinação”, postou.

Segurança

O secretário de Saúde também destacou que o DF não registrou nenhum efeito adverso relacionado com a aplicação da Pfizer em adolescentes. “Nós não tivemos nenhum tipo de consequência da vacina da Pfizer. Nenhum caso adverso em nossos jovens que já foram vacinados. Evidentemente que, amanhã, temos, ao longo do dia, uma reunião do comitê técnico do Ministério da Saúde, que são especialistas, em função da conclusão do comitê é que vamos tomar outra providência, mas ouvindo a parte técnica”, afirmou.

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, por sua vez, ressaltou que o DF tem seguido à risca as determinações do Ministério da Saúde e do Plano Nacional de Imunização (PNI). Ele chamou as mudanças de diretrizes do ministério de “um processo de correção em um fluxo contínuo”. “Entendemos que é um processo de correção em um fluxo contínuo. Queríamos lembrar que a vacina da Pfizer foi adotada no DF por recomendação do próprio Ministério da Saúde, e que já vacinamos 88.705 adolescentes de 12 a 17 anos sem nenhum caso de reação adversa”, disse.

“Considerando que o DF vem seguindo rigorosamente em não adiantar doses, e que não tivemos a maioria dos problemas citados pelo ministro, não tivemos falta de dose, não tivemos efeitos adversos, e nossas vacinas tem forte documentação do Ministério da Saúde para que seja feita, entendemos que a gente continua esse processo que aí está com os adolescentes de 14 a 17 anos, mas vamos, também, ficar atento e observando qual será a resolução finalística da câmara técnica do ministério para que a gente volte a se posicionar nesse sentido”, completou Valero.

O subsecretário destacou que a vacinação é segura. “É importante que a gente investigue e que não deixemos de acreditar no processo de imunização. As evidências falam por si só. Estamos diminuindo consideravelmente o número de internados, de agravamento, de óbitos, em função da ascensão do número de vacinados”, lembrou. O diretor de Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos, foi na mesma linha.

“Enquanto área técnica, é importante nos posicionarmos quanto à efetividade e segurança da vacina. É a vacina que salva vidas. Com relação à terceira dose, ontem o Ministério da Saúde divulgou por meio de vídeo o início da vacinação da dose de reforço dos idoso acima de 70 anos que já tenham mais de 6 meses da 2ª dose, e imunossuprimidos graves com 28 dias após a D2. No entanto, o Ministério da Saúde ainda não encaminhou a previsão de envio dessas doses”, disse o diretor.

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