Brasília DF tem falta de professores por causa do esquema de vacinação

DF tem falta de professores por causa do esquema de vacinação

Docentes vacinados contra a Covid-19 antes da agenda de imunização com a Janssen só retornarão após segunda dose

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Embora tenha voltado às aulas presenciais, a Secretaria de Educação do Distrito Federal ainda enfrenta problemas de falta de professores por conta da falta da imunização completa contra a Covid-19. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, admitiu o problema em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (26/8).

Segundo ela, embora o Governo do Distrito Federal tenha feito um esforço para vacinar todos os professores com a vacina contra a Covid-19 da Janssen, que é de dose única, uma parte dos profissionais procurou os postos antes, para se vacinar pela idade. Na última segunda (23), o GDF já havia contabilizado 89 casos nas unidades de ensino. Na quarta (25), o governo registrou mais três contaminações.

Ela admitiu fazer parte desse grupo, embora não esteja na sala de aula. “Alguns profissionais de educação tomaram (a vacina) pela idade. Eu tomei a Pfizer, pela idade, e a segunda dose será em setembro. A maioria maciça dos professores tomaram a Janssen dose única, e 6 mil tomaram Astrazeneca, que antecipou a D2. O caso está praticamente solucionado”, argumentou.

De acordo com a gestora, a secretaria apresentará, na próxima semana, um levantamento de todos os professores que tomaram a vacina. O estudo não está pronto, pois nem todas as modalidades de instituições de ensino voltaram a funcionar. “Os que têm mais idade, vão retornar após tomar a segunda dose da Pfizer. O caso da Escola Classe 104 está nessa questão”, admitiu.

Na unidade, estudantes estão assistindo a maioria das aulas de casa, pelo computador, e marcam presença na escola apenas por duas horas na segunda e duas horas e meia na terça. “O molde adequado é o estudante ficar as quatro horas adequadas. Esse caso é o dos profissionais que tomaram a pfizer. Em casa eles permanecem com aulas remotas. Trabalhamos para que seja resolvido o mais rápido o possível”, disse.

Protocolos de segurança

“Iniciamos as aulas presenciais em 5 de agosto, primeiro com educação infantil, na semana seguinte, dia 9, com os anos iniciais do fundamental, dia 16, com os anos finais, em 23, com o ensino médio, e vamos concluir com as escolas de natureza especial, os centros de ensino especial, centros interescolares de línguas, escola de música e outros. Ontem tivemos três casos positivos no DF inteiro. A Secretaria de Saúde tem sido parceira. Cada criança que adentra o espaço escolar é aferida a temperatura e, se está febril, a escola está orientada a encaminhar a criança a uma UBS (unidade básica de saúde)”, afirmou a secretária.

O mesmo vale para professores e outros funcionários, segundo Hélvia. “Em relação às aulas, a criança que não entrou no ambiente escolar é separada, isolada, e os encaminhamentos são feitos. Estudantes ou profissionais de educação que chegam febris e passaram o dia na escola - o procedimento é monitorar todos que tiveram contato próximo. Na educação infantil, é mais difícil para o professor fazer o controle do comportamento muito afetivo, e temos suspendidos a aula na sala ou na unidade escolar dependendo do caso”, detalhou.

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