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Brasília Embaixada pede que americanos no Brasil evitem locais de protesto

Embaixada pede que americanos no Brasil evitem locais de protesto

Presidente tem convocado população para protestar a seu favor no feriado de 7 de setembro, ao mesmo tempo em que ataca STF

  • Brasília | Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um alerta em inglês, em sua página no Twitter, para que cidadãos americanos evitarem áreas próximas aos protestos marcados para o próximo dia 7, terça-feira, feriado de Independência, em apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O dia está sendo tratado com temor por diversos poderes da República, enquanto o mandatário aproveita a situação para fazer criticar o Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão, inclusive, decidiu implantar ponto facultativo no dia 6, véspera do feriado, liberando os servidores das atividades no dia.

"Manifestações devem ocorrer nas principais cidades do Brasil na terça-feira, 7 de setembro. A Embaixada dos EUA no Brasil adverte os cidadãos dos EUA para evitar áreas em torno de protestos e manifestações, já que mesmo as manifestações destinadas a ser pacíficas podem se tornar hostis", escreveu a embaixada.

Marcelo Camargo/Agência Brasil - 07.09.2020

Nesta sexta-feira (3/9), Bolsonaro afirmou que as manifestações serão um ultimato para "uma ou duas pessoas", referindo aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso. "Não podemos admitir que uma ou duas pessoas, usando da força do poder, queiram dar outro rumo para o nosso país. Essa uma ou duas pessoas têm que entender o seu lugar. E o recado de vocês, povo brasileiro, nas ruas, na próxima terça-feira, dia 7, será um ultimato para essas duas pessoas", pontuou.

Bolsonaro ainda disse: "Curvem-se à Constituição. Respeitem a nossa liberdade. Entendam que vocês dois estão no caminho errado. Porque sempre dá tempo para se redimir. Tenham certeza, como militar jurei dar a minha vida pela minha pátria, assim como todos vocês. (...) Vamos derrotar aqueles que querem nos levar para o caminho da Venezuela. Não conseguirão", afirmou.

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