CPI da Covid

Brasília 'Espero ser tratado com educação', diz Fakhoury antes de depor à CPI

'Espero ser tratado com educação', diz Fakhoury antes de depor à CPI

O empresário, apontado como financiador de fake news, é o depoente desta quinta-feira (30). Ele nega as acusações

  • Brasília | Bruna Lima, do R7, em Brasília

O empresário Otávio Fakhoury depõe nesta quinta à CPI da Covid

O empresário Otávio Fakhoury depõe nesta quinta à CPI da Covid

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Antes de iniciar o depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o empresário Otávio Fakhoury fez uma declaração à imprensa, nesta quinta-feira (30), negando relação com promoção de notícias falsas e atos antidemocráticos. Ele é apontado como o financiador de fake news pela cúpula da CPI.

Aos jornalistas, Fakhoury afirmou que vai responder aos questionamentos, mas que, para isso, espera ser tratado com "educação, cordialidade, urbanidade e respeito aqui no Senado, que é a Casa da democracia e onde são debatidos os assuntos públicos mais relevantes do nosso país".

Antecipando que negará qualquer relação de financiamento de fake news, o empresário carrega exemplos de investigações passadas que, segundo ele, demonstram não ser possível fazer a associação.

"Já fui investigado no inquérito das fake news e nada foi encontrado contra minha pessoa. Prova disso foi um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que é titular da ação penal", citou. Ele também mencionou o inquérito que apurava atos antidemocráticos, que também o miraram. "Por inexistirem indícios mínimos de infração penal, o mesmo foi arquivado contra a minha pessoa."

No entanto, Fakhoury continua sendo investigado no inquérito das fake news. O empresário, inclusive, tentou entrar com pedido de habeas corpus para impedir buscas e apreensões no contexto da investigação. Em outro momento, usou do artifício para pleitear salvo-conduto e tentar declarar ilícitas as provas produzidas. Ambos os pedidos foram negados.

Em mãos, os senadores têm uma série de documentos fruto de quebras de sigilo bancário, telefônico, telemático, desde abril de 2020. Há ainda em posse da CPI um histórico de dados fiscais do empresário desde 2018. 

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