Brasília Estupro coletivo em Goiás: laudo preliminar do IML é inconclusivo 

Estupro coletivo em Goiás: laudo preliminar do IML é inconclusivo 

Os dados ainda não são definitivos para análise da polícia. O documento final sai neste sábado (16) 

  • Brasília | Priscila Mendes, do R7, em Brasília, e Josiane Ricardo, da Record TV

Laudo preliminar

Laudo preliminar

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O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) de Goiás foi considerado inconclusivo e não constatou lesões ou vestígios de ato libidinoso no corpo da mulher de 25 anos que diz ter sido vítima de estupro coletivo em Águas Lindas de Goiás, região do entorno do Distrito Federal. A expectativa é que o resultado final do laudo do IML fique pronto neste sábado (16). Entre os suspeitos dos abusos está um subtenente do Batalhão Ambiental do Distrito Federal (BPMA).

No documento ao qual o R7 teve acesso, os peritos apontam que a mulher apresentava rompimento himenal antigo, já tendo ocorrido conjunção carnal. No entanto, não é possível precisar datas. O laudo ressalta ainda que "atos libidinosos podem ocorrer sem deixar vestígios, ou estes podem ser fugazes", ou seja, não está descartada a possibilidade de que a mulher tenha realmente sofrido abusos. 

A conclusão do laudo preliminar  — obtida a partir de amostras de mucosa bucal, vaginal e da coxa esquerda — é que os elementos do exame clínico não são suficientes para avaliar a ocorrência de conjunção carnal recente. Agora, é preciso aguardar o resultado dos testes laboratorais que já foram realizados para identificar a presença de esperma no corpo da mulher. 

Na manhã desta sexta-feira (15), a vítima se apresentou à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Águas Lindas (Deam) para prestar novo depoimento. 

"Como foi feito o flagrante, a vítima vai primeiro ao hospital, onde é realizado um exame mais superficial para identificar lesões. Depois é feito o exame do IML, que é um exame pericial mais detalhado, que vai constatar a conjunção carnal e outros atos libidinosos. É por isso que falamos em laudo preliminar e conclusivo do IML", explica a delegada Tamires Teixeira, da Deam de Águas Lindas (GO). 

O caso
A vítima que denunciou estupro coletivo em Águas Lindas de Goiás no último sábado (9) relatou à Polícia Civil ter sofrido oito abusos na mesma noite, de seis homens. A mulher, de 25 anos, prestou depoimento na 1ª Delegacia de Polícia da cidade goiana e detalhou os estupros, que, segundo ela, começaram sob ameaça do policial militar do DF, com uma arma de fogo. Três suspeitos foram presos.

Segundo o relato da jovem, ela estava em uma festa no dia 8, e, já no amanhecer do dia seguinte, foi convidada por duas mulheres a entrar em um quarto da casa e dormir.

Assim que ela entrou no cômodo, as duas mulheres saíram e um homem teria entrado. Identificado posteriormente como um subtenente do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) do DF, o suspeito teria mostrado uma arma e começado a praticar os abusos sexuais.

Ela narra à polícia que, em seguida, o PM deixou o revólver no guarda-roupa e a porta do quarto foi aberta por outros dois homens, que também mantiveram relações sexuais forçadas com a jovem. Quando a dupla de suspeitos saiu, mais dois homens entraram e também a estupraram, segundo o depoimento. Outro suspeito ainda teria entrado em seguida e violentado a vítima mais uma vez.

A jovem foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Municipal Bom Jesus para atendimento médico. Na delegacia, ela reconheceu três dos seis suspeitos.

Após a denúncia, os acusados foram conduzidos à 17ª Delegacia Regional de Águas Lindas e foram presos em flagrante. Na última quarta-feira (13), o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) negou o pedido de liberdade da defesa dos acusados.

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