Brasília Festa particular com show e sem máscara reúne políticos no Lago Sul

Festa particular com show e sem máscara reúne políticos no Lago Sul

O evento foi o aniversário do advogado Willer Tomaz, que tem bom trânsito entre políticos na capital

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Uma festa de aniversário no Lago Sul com show particular do cantor Bruno, da dupla Bruno e Marrone, na noite desta terça (31/9) reuniu parte do alto escalão da Câmara e do Senado, além de nomes do governo federal e políticos tradicionais de Brasília. Os presentes não usavam máscaras. O evento foi o aniversário do advogado Willer Tomaz, que tem bom trânsito entre políticos na capital. O defensor, que tem um escritório luxuoso na QI 1 da região administrativa, apareceu nos jornais em 2017, após ter o nome citado em uma delação feita pelo empresário Joesley Batista.

A suspeita era que o advogado, que trabalhava para a Eldorado Brasil Celulose, do grupo J&F, que tinha Joesley como sócio, integrasse um esquema de repasse de dinheiro ao procurador da República Angelo Goulart Villela, em troca de informações privilegiadas do Ministério Público Federal relacionadas a negócios do empresário. Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região encerrou as investigações por entender que a denúncia tinha pouca sustentação. Willer Tomaz foi inocentado das acusações.

Estavam presentes no evento o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a ministra da secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, Flávia Arruda, e o marido dela, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. À reportagem do R7, Tomaz afirmou que é amigo de Lira, que a festa não tinha sido feita para os políticos e que entre os convidados, estavam parentes e amigos.

Tomaz afirmou ao R7 que a festa foi um jantar reservado, para cerca de 30 pessoas. Questionado sobre a dispensa do uso de máscara entre os convidados, ele argumentou que a celebração ocorreu em um espaço aberto e amplo, que era possível manter a distância entre as pessoas e que nenhum dos presentes estaria com sintomas de Covid-19.

“Foi um jantar reservado. O Lira e o Pacheco estavam. Sou amigo do Arthur Lira de dez anos. E tinham pessoas que não eram autoridades, como familiares. Não foi uma festa para autoridades. É meu aniversário, na minha casa. O vinho foi servido pelo buffet. Não era de R$ 45 mil como afirmaram”, afirmou.

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