Brasília Funcionária da Gol é agredida por passageiro que perdeu voo

Funcionária da Gol é agredida por passageiro que perdeu voo

Viagem para o trecho seguinte da conexão foi cancelado. Com isso, homem se irritou e teria empurrado e pisoteado a colaboradora

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Divulgação/Inframerica

Uma funcionária de 26 anos da companhia aérea Gol foi agredida por um passageiro que perdeu o voo de conexão após o atraso no pouso da aeronave em que ele estava. O caso ocorreu no Aeroporto de Brasília na noite dessa quarta-feira (15). 

O agressor, de 40 anos, veio em um avião que partiu de Belém, e tinha como destino final o Rio de Janeiro. No saguão, ele se irritou ao ser infomado de que, após o atraso no pouso do avião, ele não conseguiria embarcar para o próximo trecho. Com isso, os passageiros receberiam acomodação e alimentação até serem realocados em outro voo. A funcionária informou a situação aos passageiros, mas o homem se irritou com o comunicado. 

Impedido de acessar o finger e seguir para a aeronave, o homem teria empurrado a funcionária e a pisoteado. Em seguida, invadiu a área restrita e o ônibus que seguia com outros passageiros para o avião. A colaboradora pediu que ele saísse do veículo, e ele a respondeu com xingamentos como "vagabunda" e "piranha". O homem só foi contido com a abordagem da Polícia Federal, que o prendeu em flagrante. 

Procurada, a companhia aérea confirmou a agressão. A colaboradora foi afastada por três dias e retorna ao trabalho neste domingo (19). O boletim de ocorrência foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) como lesão corporal e injúria. O passageiro foi liberado depois de assinar um termo circunstanciado.

A jovem fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), e está com hematomas e dores pelo corpo. "Além disso, estou passando por avaliações psicológicas", relatou.

A funcionária afirmou que teme voltar ao trabalho. "Porque pode acontecer novamente. Isso acontece sempre, mas não é visto. Porque as pessoas têm medo, inclusive eu tive, mas dessa vez eu decidi buscar os meus direitos. Estou cuidando agora da minha saúde mental."

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