Brasília Ibaneis Rocha: 'Precisamos torcer pela pacificação do país'

Ibaneis Rocha: 'Precisamos torcer pela pacificação do país'

Governador do DF esteve com Temer nesta quinta; ex-presidente articulou declaração de Bolsonaro buscando acalmar ânimos 

  • Brasília | Alexandre de Paula, do R7, em Brasília

Para Ibaneis, é preciso ter normalidade institucional para avançar em pautas prioritárias

Para Ibaneis, é preciso ter normalidade institucional para avançar em pautas prioritárias

Dida Sampaio/ Estadão Conteúdo - 22.04.2020

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), esteve com Michel Temer nesta quinta-feira (9). O encontro ocorreu no mesmo dia em que o ex-presidente e Jair Bolsonaro tiveram a conversa que resultou em uma manifestação pública para tentar acalmar os ânimos entre os poderes. 

Ao R7, Ibaneis Rocha disse que Temer, que é do mesmo partido do governador, fez uma visita de cortesia. O ex-presidente falou da missão que tinha e ressaltou que acreditava na pacificação entre os poderes. 

"Precisamos torcer pela pacificação para que assim o país avance nas pautas prioritárias, para que o mercado financeiro se acalme, para que o dólar abaixe. Precisamos de normalidade institucional para cuidar do que realmente importa", disse o governador. 

Manifestações

O Distrito Federal, comandado por Ibaneis, foi, ao lado de São Paulo, o principal palco das manifestações em favor de Bolsonaro no 7 de setembro. O presidente fez discurso em que criticava o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes.

Na véspera do feriado, os manifestantes pró-governo invadiram a barreira montada pela Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios. 

Durante as manifestações, não houve registro de ocorrências graves. Alguns caminhoneiros continuaram no espaço mesmo depois do fim dos protestos. Ibaneis acredita que os remanescentes deixarão a Esplanada.

Carta à nação

Depois do encontro com o ex-presidente Michel Temer, Bolsonaro divulgou uma declaração à nação em que baixa o tom em relação às críticas feitas no 7 de setembro. Ele afirmou que não teve a inteção de agredir "quaisquer dos poderes" e que as palavras, "por vezes contundentes, decorrem do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum". O presidente disse, também, que sempre esteve "disposto a manter diálogo permanente com os demais poderes".

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