Brasília Impostos: Guedes pede que governadores botem a mão no bolso e ajudem o Brasil

Impostos: Guedes pede que governadores botem a mão no bolso e ajudem o Brasil

Ministro da Economia cobra de chefes estaduais dispensar arrecadação para baixar preço da cesta básica e de combustíveis

  • Brasília | Augusto Fernandes e Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes

YouTube/Reprodução - Arquivo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um apelo nesta quinta-feira (9) para que os governadores abram mão de parte da arrecadação com impostos e passem a utilizar o lucro obtido com o recolhimento de tributos nos últimos anos para diminuir os preços dos itens da cesta básica e dos combustíveis. De acordo com ele, está na hora de os governadores "botarem a mão no bolso e ajudar o Brasil".

Ao participar de um evento promovido pela Associação Brasileira de Supermercados, Guedes foi consultado sobre a possibilidade de o governo federal compensar os estados caso os entes zerem os impostos de produtos que compõem a cesta básica. O ministro, no entanto, disse que a União já transferiu muitos recursos aos estados nos últimos anos.

"A grande verdade é que os estados receberam quase meio trilhão de recursos do governo federal durante esse combate à guerra. Nós estamos transferindo recursos o tempo inteiro para estados e municípios. Está na hora de os governadores darem uma contribuição para o Brasil. Eles passaram três anos recebendo dinheiro nosso. Centenas de bilhões. Será que não podem ajudar o Brasil um pouco?", questionou Guedes.

"É um momento de guerra. O Brasil tem que estar unido. É a primeira vez que os estados vão botar a mão no bolso. Até hoje, eles só receberam, não deram nada. Está na hora, agora, de botar a mão no bolso e ajudar o Brasil", acrescentou o ministro.

Guedes afirmou que a arrecadação dos estados nos últimos anos foi "brutal" e que, portanto, eles podem aguentar um período sem registrar lucro. "Será que eles não podem ceder dos R$ 180 bilhões em caixa que eles têm hoje? Será que eles não podem emprestar um terço? Não podem adiantar um terço? Ninguém está tirando dinheiro deles. Eles estão tendo um aumento de arrecadação brutal. Nós estamos pedindo que, em vez de ficar com esse dinheiro todo para eles, em vez de ajudar só o funcionalismo deles, olhar o sacrifício que o governo federal está passando."

O presidente Jair Bolsonaro (PL) também participou do evento e pediu que os donos de supermercados e empresários da cadeia de abastecimento reduzam o lucro dos produtos que fazem parte da cesta básica dos brasileiros. Guedes reiterou o apelo e sugeriu que os preços sejam congelados até o fim do ano.

"Agora é hora de dar um freio na alta de preços. É voluntário, é para o bem do Brasil. O empresariado tem que entender o seguinte: temos que quebrar a cadeia inflacionária. Nova tabela de preços, só em 2023. Trava os preços. Vamos parar de aumentar preços por dois ou três meses. Estamos em uma hora decisiva para o Brasil", destacou o ministro.

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