Inflação

Brasília Inflação de 0,49% em janeiro no DF é a maior em 5 anos

Inflação de 0,49% em janeiro no DF é a maior em 5 anos

Eletrodomésticos, alimentos e gastos com a casa foram os produtos com maiores altas durante o mês, de acordo com o IBGE

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Loja de eletrodomésticos

Loja de eletrodomésticos

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O aumento dos preços dos produtos nas gôndolas dos mercados foi confirmado pela alta na inflação no Distrito Federal. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu 0,49%, em janeiro, a maior elevação para o mês desde 2017. Naquele ano, a taxa foi de 0,72%. Os dados sobre a inflação foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (9).

Na comparação com dezembro de 2021, o IPCA avançou 0,05%. No acumulado dos últimos 12 meses, a escalada nos preços foi de 9,83%. Para calcular a inflação na capital federal, o IBGE considera nove grupos de mercadorias. Ao todo, em sete categorias foi observada a subida nos preços.

Altas

Os artigos de residência, que incluem os eletrodomésticos, foram os que mais encareceram no DF no período. No geral, a variação mensal foi de 2,15%, mas produtos como refrigerador (6,64%), fogão  (6,62%) e máquina de lavar roupas (3,95%) arrastaram o índice para cima.

Em segundo lugar no ranking de produtos que mais aumentaram de preço aparece o grupo de alimentação e bebidas, que teve alta de 1,33%. Foram os itens da salada que ficaram mais caros. A cenoura subiu 40,17%; o pimentão, 9,89%; a alface, 9,95%; e o brócolis, 8,59%.
Entre as frutas, melão (6,98%) e banana-prata (6,49%) tiveram as maiores altas.

A categoria de "habitação" vem em 3º lugar, com alta de 1,10%. Nesse quesito, água sanitária (2,94%), detergente (2,85%) e botijão de gás de cozinha (2,52%) tiveram as maiores variações. Na esteira desses aumentos, o reajuste da tarifa de energia também contribuiu para a alta no preço da energia elétrica residencial (2,13%).

Baixas

Apesar das altas, o IBGE também registrou recuo nos preços de dois grupos de produtos: transporte (-0,25%) e vestuário (-0,5%). Apesar dos reajustes na cobrança pelo litro da gasolina, o etanol teve deflação de 3,99%. Na média, as passagens aéreas ficaram 14,37% mais baratas. Acionar carros por aplicativo custou 5,48% menos.

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