Inflação

Brasília Inflação é problema temporário, diz secretário do Tesouro

Inflação é problema temporário, diz secretário do Tesouro

Para o secretário especial do Tesouro e Orçamento, a alta da inflação ficará restrita a este ano

  • Brasília | Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Secretário avalia que Banco Central está tomando medidas para conter problema

Secretário avalia que Banco Central está tomando medidas para conter problema

Edu Guedes/Ministério da Economia

O secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, disse hoje que a inflação é um problema temporário restrito a este ano. Falando em uma entrevista a um canal de investimentos no YouTube, Funchal afirmou que o Banco Central está tomando medidas acertadas para conter o aumento de preços na economia. Ele disse que as previsões são que haverá convergência do IPCA para nível próximo da meta em 2022.

Segundo o secretário, em muitos países no mundo houve uma política fiscal expansionista forte em 2020.  “Isso acaba se refletindo na inflação de todos, pois, em particular, teve algum choque adicional a questão hídrica, que teve um efeito que acaba amplificando o impacto sobre a inflação. O Banco Central está tomando as devidas medidas, e a previsão é que
vai ter uma convergência no ano que vem. Então, você tem um repique temporário, que  imagino que fique restrito a 2021 e que a inflação seja próxima do centro da meta em 2022,” afirmou.

Funchal previu em maio deste ano que a crise hídrica no Brasil seria um risco para a retomada econômica depois da pandemia. "Crise hídrica é um risco que pode trazer repercussão na reaceleração da economia e na inflação. Então, bandeiras vermelhas podem impactar a inflação", disse o secretário durante uma sessão da Comissão Temporária de Acompanhamento da Covid-19 no Senado Federal.

À época, Funchal afirmou que a aceleração na vacinação contra a Covid-19 seria o maior ativo para o reaquecimento da economia. "Quanto mais acelerado for o nosso processo de vacinação, melhor vai ser nosso PIB no ano que vem e no próximo. Crescimento e vacinação estão intimamente conectados, e não só vacinação e crescimento: vacinação, crescimento e melhora fiscal", comentou.

IPCA

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou, nesta sexta-feira, que o  Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), puxado pelo aumento no grupo transportes, foi de 1,14% em setembro. É o maior resultado para o mês desde o início do Plano Real, em 1994, quando ficou em 1,63%. A marca é também a maior da série histórica desde fevereiro de 2016 (1,42%).

Nos últimos 12 meses, o indicador ultrapassa os dois dígitos (10,05%). Os itens que geraram os maiores impactos no índice (0,17 ponto percentual) foram a energia elétrica e a gasolina.  Por grupos, as maiores influências vieram de transportes, com alta de 2,22% e impacto de 0,46 ponto percentual; alimentação e bebidas, (1,27% e 0,27 pp); e habitação (1,55% e 0,25 pp).

Para o secretário, isso não chega a ser preocupante. “Mesmo com juros mais altos, ainda assim  está muito abaixo do histórico. Preferíamos que estivesse menor? Preferíamos. Mas não é nada que preocupe,” avaliou.

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