Brasília Mercado pagará indenização por empilhadeira que feriu criança

Mercado pagará indenização por empilhadeira que feriu criança

O atacadista terá de pagar R$ 15.407,44 de indenização, pois não sinalizou e nem isolou o local onde a empilhadeira funcionava

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

1ª Turma Cível do TJDFT por unanimidade, deu razão à vítima

1ª Turma Cível do TJDFT por unanimidade, deu razão à vítima

Reprodução/TV Record Brasília

Um supermercado atacadista terá de pagar R$ 15.407,44 para a família de uma criança que foi ferida por uma empilhadeira nas dependências do estabelecimento. O atacadista já havia perdido a ação, mas recorreu à 1ª Turma Cível do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) que, por unanimidade, deu razão à vítima. Para os magistrados, era dever do atacadista cercar e sinalizar a área onde a empilhadeira estava sendo usada.

O acidente aconteceu em fevereiro de 2019. A criança se desvencilhou da mãe para ir ao corredor de biscoitos e acabou atingida pelo veículo no pé direito. Para a defesa do supermercado, a responsabilidade seria da mãe da criança, que não estava monitorando a filha no momento do acidente. A defesa alegou também que a lesão no pé da criança foi pequena e a indenização, desproporcional.

A 1ª Turma Cível entendeu que o estabelecimento assumiu os riscos do acidente ao não isolar a área onde a empilhadeira estava em uso. Também destacou que o fato de a mãe ter descuidado da criança por um instante “não afasta o defeito na prestação do serviço”.

“Para haver a responsabilização do prestador de serviço, basta a demonstração, pelo demandante, da existência do fato, do dano que experimentou e do nexo causal entre esses dois elementos”, afirmou o colegiado na sentença. “(...), restou evidenciado nas imagens gravadas pelas câmeras do estabelecimento que não havia nenhuma sinalização de que a empilhadeira estava se movimentando, tampouco algum outro funcionário orientava o operador, bem como não havia cordas ou fitas isolando o local (...)”, continua o texto.

O R7 tentou ouvir o atacadista mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. 

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