Brasília Ministério da Saúde: DF tem menor mortalidade infantil no Brasil

Ministério da Saúde: DF tem menor mortalidade infantil no Brasil

Boletim mostra DF com 8,5 mortes infantis por cada mil crianças nascidas com vida, enquanto média nacional é de 13,3

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Apenas o Distrito Federal e Santa Catarina estão com índices abaixo de 10

Apenas o Distrito Federal e Santa Catarina estão com índices abaixo de 10

Wilton Júnior/EstadãoConteúdo

O Distrito Federal é a unidade da federação com menor índice de mortalidade infantil do Brasil. Enquanto a média nacional é de 13,3 mortes infantis por cada mil crianças nascidas com vida, o DF tem 8,5 óbitos. Os dados são do último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o tema, divulgado neste mês de outubro, com estatísticas até 2019.

Apenas o Distrito Federal e Santa Catarina estão com índices abaixo de 10. O maior número é do Amapá, com 22,9 mortes para cada mil nascidos vivos. Entre as unidades da federação com os maiores percentuais de investigação de óbito infantil, o DF também aparece no topo.

Em 2019, estima-se que ocorreram 38.619 óbitos infantis em todo o Brasil. As estatísticas nacionais estão em queda quando comparadas ao ano de 1990. “Vem-se observando um declínio na taxa de mortalidade infantil, com uma diminuição de 5,5% ao ano nas décadas de 1980 e 1990, e 4,4% ao ano desde 2000. Alguns autores atribuem essa queda, especialmente, a mudanças nas condições de saúde e vida da população”, traz o boletim.

A média de mortes do Brasil foi de 47,1, em 1990, para 13,3 óbitos infantis por mil nascidos vivos, em 2019. O exemplo positivo do Distrito Federal com números abaixo da média se deve a diferentes fatores, como explica Miriam Santos, presidente do comitê central de prevenção e controle dos óbitos materno fetal e infantil do DF.

“A mortalidade infantil não é uma ação só da Secretaria de Saúde. Envolve também saneamento básico, água encanada, transporte, asfalto”. Ela ressalta a importância de iniciativas como os bancos de leite e a cobertura na rede pública e privada, com exemplos como a abertura de novas Unidades Básicas de Saúde.

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