Eleições 2022

Brasília Moro diz que a mulher dele pode ser candidata em SP; União apoia

Moro diz que a mulher dele pode ser candidata em SP; União apoia

Ex-juiz afirma que Rosângela Moro é ‘muito mais do que esposa’ e milita por causas sociais. Sigla já divulga propaganda da advogada

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Sergio Moro e a mulher, Rosângela Moro

Sergio Moro e a mulher, Rosângela Moro

Reprodução/Instagram

A mulher do ex-juiz Sergio Moro, Rosângela Moro, pode ser candidata nas eleições deste ano. É o que afirma o próprio ex-magistrado, ressaltando que ainda não há uma definição. Moro e a mulher são filiados ao União Brasil, que já divulga propagandas partidárias com Rosângela para o estado de São Paulo, adiantando as bandeiras ideológicas da advogada.

Em entrevista nesta quarta-feira (1º), Moro disse que “é possível que ela seja candidata, mas isso ainda não está definido”. O ex-ministro avaliou Rosângela como “muito mais” do que sua mulher, pontuando que ela “tem uma carreira própria e é uma advogada que sempre militou com causas sociais, especialmente apoiando associações que defendem pessoas com doenças raras ou deficiências”.

O União Brasil também divulgou hoje inserções da legenda em canais televisivos, com um vídeo de Moro e outro de Rosângela. Na propaganda, a advogada cita causas que devem balizar a possível campanha. “Eu acompanhei de perto o trabalho do meu marido na Lava Jato e digo: a corrupção tira dinheiro de quem mais precisa. Imagina o drama de mães com filhos portadores de doenças raras e que não têm acesso aos medicamentos”, diz.

O vídeo termina com Rosângela afirmando que “o Brasil precisa de mais mulheres na política”, pois “onde tem mulher tem mais atenção às causas sociais e menos corrupção”. Moro afirmou que a mulher “tem mais liberdade para decidir sozinha a situação dela” do que ele, referindo-se ao cargo que cada um deve disputar.

Sobre a própria candidatura, o ex-juiz voltou a afirmar que, hoje, é pré-candidato ao Senado pelo União em São Paulo. Moro disse que a decisão de não disputar a Presidência da República aconteceu após ele “aceitar as condições objetivas dentro do partido”. “Não posso chegar no partido e falar: ‘Eu sou o dono da bola e faço o que eu quiser com a bola’”, comparou. As declarações foram dadas em entrevista ao SBT News.

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