Eleições 2022

Brasília Mourão diz que Mendonça deve ter nome aprovado por CCJ do Senado

Mourão diz que Mendonça deve ter nome aprovado por CCJ do Senado

'Tem bom saber jurídico', afirmou vice-presidente. Ex-AGU, indicado por Bolsonaro ao STF, é sabatinado nesta quarta pela comisão 

  • Brasília | Lucas Nanini, do R7, em Brasília

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão

Marcelo Camargo/Agência Brasil - 24.11.2021

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira (1º) que acredita que o o nome do ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça será aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Mendonça é sabatinado pela comissão nesta quarta-feira (1), após quatro meses de espera. Ele foi indicado por Bolsonaro para ocupar a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) deixada pelo ministro Marco Aurélio Mello, em julho.

"O ministro André Mendonça, ele tem bom saber jurídico. Com a sabatina dentro desses princípios aí, eu acho que ele vai ser bem-sucedido”, disse Mourão. Quando perguntado sobre se o ex-advogado-geral da União ocupará a vaga de Mello no Supremo, ele respondeu: "creio que sim".

Mourão também falou sobre a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL (Partido Liberal), que foi oficializada em evento realizado em Brasília nesta terça-feira (30). Para o vice, o chefe do Executivo tem o intuito de fortalecer sua candidatura à reeleição reunindo uma coligação com legendas como o PP (Partido Progressista) e o Republicanos. 

"O presidente está formando uma coalizão em vistas para a eleição do ano que vem, que pode ser diferente da de 2018, e ele precisa de tempo de TV e de recursos, essas coisas todas”, afirmou Mourão. O vice disse que apenas em março de 2022 decidirá se vai continuar como vice na chapa com Bolsonaro, se concorrerá a outro cargo político ou se não participará da eleição.

O presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL em cerimônia que aconteceu nesta terça-feira (30), em Brasília. O governo já estava aliado com as legendas de centro, sendo hoje sua base no Congresso Nacional. O vínculo com a sigla também antecipa a disputa política do próximo ano, quando Bolsonaro deve tentar a reeleição.

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