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Brasília Pacheco minimiza demora para analisar indicação de Mendonça ao STF

Pacheco minimiza demora para analisar indicação de Mendonça ao STF

Senado está em 'bom caminho' para debate sobre tema, diz presidente da Casa; demora seria resposta à fala de Bolsonaro

  • Brasília | Isabella Macedo, do R7, em Brasília

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

Adriano Machado/Reuters

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), minimizou nesta quinta-feira (16) a demora do Senado Federal em analisar de André Mendonça à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da demonstração de parte dos parlamentares da Casa, que postergaram a análise da indicação como resposta às manifestações do presidente presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas manifestações de 7 de setembro, Pacheco afirmou que conversará com os senadores para que o processo tenha andamento.

Segundo Pacheco, o Senado está em um “bom caminho” para exaurir a discussão da sabatina de Mendonça. Ele afirmou que vai conversar com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). “Conversarei com o presidente Davi Alcolumbre, obviamente respeitando a autoridade dele como presidente da CCJ, mas sempre faremos a ponderação do melhor caminho, do caminho de consenso, para poder resolver essa questão”, afirmou Pacheco.

“As razões pelas quais ainda não foi realizada a sabatina podem ser muitas, inclusive o fato de que se exige um esforço concentrado, a presença em Brasília. É algo complexo, é uma indicação ao Supremo Tribunal Federal. Há outras pendências também, relativamente ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público. Nós vamos fazer o arranjo necessário para resolver não só essa indicação, mas as outras tantas que estão pendentes”, completou o presidente da Casa.

Mendonça foi indicado à vaga aberta no STF após a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, em 13 de julho. Atendendo a seus apoiadores evangélicos, Bolsonaro havia prometido indicar um nome “terrivelmente evangélico” para ocupar uma das duas vagas a que teria possibilidade de indicação no Supremo. A primeira vaga foi para Kássio Nunes Marques, após a aposentadoria de Celso de Mello.

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