Brasília Passar por sabatina é passar por escolha da nação brasileira, diz Aras

Passar por sabatina é passar por escolha da nação brasileira, diz Aras

Procurador-Geral precisa de aval da Comissão de Constituição e Justiça e do plenário do Senado para ser reconduzido ao cargo 

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Augusto Aras passa por sabatina na CCJ do Senado nesta terça-feira (24)

Augusto Aras passa por sabatina na CCJ do Senado nesta terça-feira (24)

Antonio Augusto/Secom/PGR - 15.12.2020

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro mesmo estando fora da lista tríplice realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República, Augusto Aras iniciou seu discurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado dizendo que passar pela sabatina significa passar pela escolha da Nação brasileira. Nesta terça-feira (24), ele precisa do aval do colegiado e do apoio de maioria simples do plenário para ser reconduzido a mais dois anos à frente da PGR.

Aras disse que pretende "aprimorar mecanismos de enfrentamento da macrocriminalidade" e que agora "presta contas dos resultados alcançados". Ele afirmou ter cumprido todos os objetivos apresentados na primeira sabatina. "O Ministério Público brasileiro tem como premissa ampar-se na Constituição e nas leis que contribuem para o caminho seguro, especialmente em momentos difíceis", dissse.

O procurador-geral da República destacou que o país passa por um momento de intensa polaridade política. "Mesmo em meio às turbulências advindas da pandemia, tenho satisfação em olhar para trás", afirmou.

Ele é acusado por parlamentares, entidades de classe e juristas de se omitir diante das ações do presidente Jair Bolsonaro que dificultam o combate à pandemia da Covid-19. Essas críticas representam um entrave para a avaliação positiva dos senadores, mas a tendência é de que ele seja reconduzido ao cargo, conforme antecipou a colunista Christina Lemos em seu blog.

De acorco com ela, o principal trunfo de Aras é ser identificado pelos senadores como aquele que foi capaz de contestar os métodos de investigação dos procuradores da Lava Jato, os quais são acusados de “criminalizar a política” e de corromper o sistema judiciário, utilizando-se da instrumentalização política do Ministério Público.

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