Brasília PGR não vê crime em fala de Bolsonaro que teria associado negro a peso em arrobas

PGR não vê crime em fala de Bolsonaro que teria associado negro a peso em arrobas

Declaração feita em frente ao Palácio da Alvorada foi alvo de notícia-crime protocolada no Supremo Tribunal Federal

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Manifestação é assinada pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo

Manifestação é assinada pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo

Conselho Nacional de Justiça/Divulgação - Arquivo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) não viu crime no episódio em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) teria associado a medição do peso de pessoas negras a arrobas. A unidade citada geralmente é usada para animais.

A manifestação da PGR é assinada pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo. Ela não vê indícios de materialidade que justifiquem o seguimento de notícia-crime apresentada contra o chefe do Executivo.

A ação foi apresentada pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) e a Frente Ampla Democrática pelos Direitos Humanos. Ela se refere ao episódio que ocorreu em frente ao Palácio da Alvorada em 22 de maio. De acordo com a denúncia, Bolsonaro se dirigiu a um apoiador negro e fez referência ao peso dele. "Conseguiram te levantar, pô? Tu pesa o quê, mais de sete arrobas, não é?", disse.

Para Lindôra, a frase foi tirada de contexto e não fez referência à etnia do apoiador. "Não houve nenhuma conotação relacionada com a cor da pele. A frase foi precedida de outra (“Ele disse que levantaram ele, presidente, do chão naquela hora [...]”) completamente dissociada de questões raciais", escreve a vice-procuradora-geral.

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