Jair Bolsonaro

Brasília ‘Podem acontecer problemas em alguns ministérios’, diz Bolsonaro

‘Podem acontecer problemas em alguns ministérios’, diz Bolsonaro

Presidente disse que corrupção ‘diminuiu muito’ em seu governo; declaração foi dada em evento da Caixa Econômica no Planalto

  • Brasília | Maurício Ferro, do R7, em Brasília

O presidente da República, Jair Bolsonaro, que declarou ter havido diminuição da corrupção em seu governo

O presidente da República, Jair Bolsonaro, que declarou ter havido diminuição da corrupção em seu governo

Adriano Machado/Reuters

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que “podem acontecer problemas em alguns ministérios”. A declaração foi dada quando ele falava sobre eventuais casos de corrupção no governo, durante evento da Caixa Econômica Federal, no Palácio do Planalto, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (27).

“Quando se fala em mil dias sem corrupção: eliminou-se a corrupção? Obviamente que não. Podem acontecer problemas em alguns ministérios? Pode. Mas não será da vontade nossa. Nós vamos buscar maneiras de, obviamente, apurar o caso. E tomar as providências cabíveis com outros Poderes sobre aquele possível ato irregular. Mas diminuiu muito a corrupção no Brasil”, afirmou.

A cerimônia ocorrida no Planalto marcou o lançamento de linhas de crédito do banco público voltadas para camadas mais vulneráveis da população. O evento também foi o pontapé inicial das comemorações dos mil dias de governo Bolsonaro. O presidente terá uma agenda de viagens pelo país nesta semana.

No Planalto, Bolsonaro comentou o período de governo. Ele disse que “muitos acham que o que acontece hoje no tocante a economia, inflação, preço de combustíveis, está acontecendo porque” ele é o presidente.

O chefe do Executivo declarou que “alguns acham” que ele tem “poder de decidir as coisas dentro da Petrobras”. Afirmou que o maior acionista da estatal é o governo brasileiro, mas há regras e normas que travam sua ação direta.

Bolsonaro disse que, antes do evento, conversou com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Afirmou que nenhum ministro seu “trabalha sob pressão”. De acordo com o presidente, eles “trabalham com observações”.

No caso de Bento Albuquerque, a conversa foi “sobre a nossa Petrobras: o que nós podemos fazer para melhorar ou diminuir o preço [dos combustíveis] na ponta da linha”.

Bolsonaro voltou a defender a política econômica comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para o presidente, “se for para trocar [o ministro], tem que trocar por alguém com política diferente da dele”. Caso contrário, “é trocar seis por meia dúzia”.

O presidente ainda mencionou uma possível corrida eleitoral em 2022. Neste contexto, disse que "nada é tão ruim que não possa piorar". Ele se referia a um eventual governo de esquerda.

"Não pensem que o que acontece com certos países do mundo não pode acontecer com o Brasil. Quem diria nos anos 1990 que a nossa riquíssima integrante da Opep, Venezuela, também riquíssima em minerais, chegasse à situação que chegou hoje em dia", declarou. 

'Vacina não pode ser obrigatória', diz Bolsonaro

Como de costume, Bolsonaro falou novamente em “liberdade” e criticou a demissão do jornalista Alexandre Garcia, que deixou a CNN Brasil por defender o tratamento precoce contra a Covid-19, que não tem comprovação científica.

“Assistimos na semana passada algo estarrecedor. Uma grande rede de televisão, num quadro conhecido como 'Liberdade de Opinião', um famoso jornalista foi demitido por sua opinião. Não tem coisa mais absurda do que isso. Para onde estamos caminhando?”, perguntou o presidente.

O presidente ainda declarou que não está "contra a vacina", mas defendeu que a imunização não seja obrigatória. Ele citou que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o advogado-geral da União, Bruno Bianco, e seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) tomaram a vacina e estão todos contaminados neste momento.

"Ainda é uma incógnita isso aí", afirmou.

Bolsonaro também comentou que o número de militares no governo federal, especialmente em cargos civis, aumentou sob sua Presidência porque são as pessoas do seu "ciclo de amizade". Ainda voltou a dizer que as Forças Armadas estão sob seu comando, o que não quer dizer que elas cumprirão quaisquer ordens.

"Se eu der uma ordem absurda elas vão cumprir? Não. Nem a mim nem a governo nenhum", disse.

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