Eleições 2022

Brasília Podemos autoriza federação partidária com Cidadania

Podemos autoriza federação partidária com Cidadania

Federações partidárias são equiparadas a partidos políticos, podendo celebrar coligações majoritárias com outras siglas

  • Brasília | Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Sergio Moro lidera projeto do Podemos para as eleições 2022

Sergio Moro lidera projeto do Podemos para as eleições 2022

Adriano Machado/Reuters - 25.11.2021

A Executiva Nacional do Podemos divulgou em nota nesta segunda-feira (31) que autorizou as discussões com o Cidadania para a formação de federação nas eleições de 2022. De acordo com o texto do comunicado, o Podemos vê sinergia entre a pré-candidatura do senador Alessandro Vieira e "o projeto liderado por Sergio Moro".  

Federações partidárias são equiparadas a partidos políticos, podendo, inclusive, celebrar coligações majoritárias com outros partidos, mas não as siglas integrantes de forma isolada. A lei prevê que todas as questões de fidelidade partidária que se aplicam a um partido se aplicam também à federação. Isso significa que, se um parlamentar deixar um partido que integra uma federação, ele estará sujeito às regras de fidelidade partidária que se aplicam a um partido político qualquer.

Novas filiações

Na semana passada Moro celebrou em suas redes sociais a filiação de líderes políticos ligados ao (MBL) Movimento Brasil Livre ao Podemos. Filiaram-se ao partido nomes como Kim Kataguiri, Arthur do Val, Adelaide Oliveira e Rubinho Nunes.

Sergio Moro se filiou ao Podemos em novembro do ano passado. Na ocasião, a presidente nacional do partido, deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), comemorou a adesão. “Estamos extremamente honrados e felizes com o ingresso de Sergio Moro no nosso Podemos. Muito nos orgulha tê-lo nas fileiras do Podemos, por tudo o que ele representa e já fez pelo país. Trata-se de uma pessoa singular, íntegra e muito capacitada."

Ex-ministro de Bolsonaro

Sergio Moro foi ministro da Justiça do governo Bolsonaro, mas anunciou sua demissão após um ano e quatro meses no primeiro escalão do Planalto, em abril de 2020. Segundo o ex-ministro, sua demissão foi motivada pela troca na direção-geral da Polícia Federal. Por ordem de Bolsonaro, Maurício Valeixo, indicado por Moro, foi afastado do cargo.

O ex-juiz federal argumenta que o presidente da República realizou a troca no comando da PF para "colher" informações e relatórios de inteligência. "Falei para o presidente que seria uma interferência política. Ele disse que seria mesmo", disse Moro na época. Após a saída do governo, Moro despontou em pesquisas eleitorais como um dos principais adversários de Bolsonaro no pleito de 2022.

Veja a nota da Executiva Nacional do Podemos na íntegra:

"Com o objetivo de unir a terceira via e fortalecer a construção de um projeto sólido e plural de Brasil, a Executiva Nacional do Podemos decidiu autorizar a ampla discussão com o Cidadania para a formação de federação nas eleições de 2022.

Entendendo a importância da somatória de forças que representem uma alternativa equilibrada ao País, hoje representada no Cidadania pela pré-candidatura do senador Alessandro Vieira, o Podemos entende haver sinergia do projeto liderado por Sergio Moro com este relevante partido e com outras agremiações do centro democrático.

Esta é uma etapa importante para a consolidação de uma nova frente unida pelo futuro do Brasil, que poderá congregar uma única e forte candidatura à Presidência, com convergência de ideias e de princípios, transformando em realidade a tão desejada expectativa de um Brasil justo para todos."

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