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Brasília Prêmio da Mega-Sena rende mais de R$ 1 mil por hora na poupança

Prêmio da Mega-Sena rende mais de R$ 1 mil por hora na poupança

Caso um único apostador seja sorteado, a bolada pode render ainda mais se aplicada em outros investimentos 

  • Brasília | Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Bilhetes do concurso da Mega-Sena

Bilhetes do concurso da Mega-Sena

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O valor do prêmio acumulado da Mega-Sena que será sorteado neste sábado (19) alcançou R$ 190 milhões. Caso um único apostador leve a bolada, o sortudo receberá a quinta maior premiação da história da loteria em um sorteio regular.

O valor é suficiente para comprar 58 McLarens 600LT, iguais à que foi destruída em um acidente em Brasília pelo jogador Paulinho, do Shanghai Port, da China. O modelo tem o valor médio de R$ 3,25 milhões.

Sob a hipótese de uma poupança rendendo 0,5 % ao mês, o ganhador do prêmio total teria rendimentos de mais de um salário mínimo (R$ 1.212,00) por hora. No entanto, esses rendimentos podem ser bem superiores se o investidor souber diversificar sua carteira de aplicações.

Segundo o assessor de investimentos Roberto Casali, da Messem Investimentos, "o valor ganho na poupança é baixo quando comparado com a árvore de produtos do mercado financeiro. Isso se aplica também a alguns investimentos de baixo risco e isentos de imposto de renda".

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De acordo com Casali, "utilizando como base as taxas de juros deste ano, em uma carteira diversificada, alocando majoritariamente em ativos de renda fixa, teria-se uma rentabilidade acima de 1% ao mês, ou seja, bem mais que um salário mínimo por hora", calculou o especialista. "Um por cento ao mês renderia quase R$ 2 milhões, e se aumentarmos o risco da carteira o valor pode ser bem maior,” acrescentou.

Roberto Casali: 'Dinheiro faz dinheiro'

Roberto Casali: 'Dinheiro faz dinheiro'

Reprodução / acervo pessoal

O assessor explica que com esse montante de dinheiro o ganhador também pode pensar em outras alternativas, como aplicar o dinheiro fora do Brasil por meio de offshore, para diversificar os investimentos em outras moedas e países, que têm um histórico de rentabilidade e segurança melhor que o observado no Brasil.

Outro fator importante que o novo milionário teria que ter em mente, segundo Casali, é que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) qualifica os investidores também pela quantidade de dinheiro que eles têm.

"Com R$ 190 milhões, o investidor é considerado um investidor profissional e terá acesso a produtos exclusivos direcionados a um público restrito. Aqui seria o verdadeiro exemplo da expressão 'dinheiro faz dinheiro'. Nesses casos, podemos encontrar investimentos que pagam a inflação + 8% e são isentos de Imposto de Renda, como já vi," contou Casali.

"Pegando o ano passado como exemplo, em que a inflação foi de mais de 10%, estaríamos falando de quase 20% de rentabilidade em renda fixa, com isenção de Imposto de Renda," concluiu.

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