Brasília Relator diz que governo tem ‘boa vontade’ para resolver desoneração

Relator diz que governo tem ‘boa vontade’ para resolver desoneração

Deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) teve reunião com a ministra Flávia Arruda, que cuida da articulação política

  • Brasília | Maurício Ferro, do R7, em Brasília

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Relator do Projeto de Lei (PL) 2.541/2021, que trata da prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) afirmou na tarde desta quarta-feira (1º) que vê “com muito boa vontade” a intenção do governo federal para que haja uma solução para a proposta.

“Numa negociação que se iniciou neste momento, vejo com muito boa vontade a intenção do governo em encontrar uma solução e não deixar desassistidos os setores que já estão contemplados. A ideia é buscar uma solução concreta, definitiva, duradoura, permanente”, afirmou Goergen.

O congressista deu a declaração ao sair de uma reunião no Palácio do Planalto, sede do poder Executivo, com a ministra Flávia Arruda (Secretaria de Governo), que trata da articulação política do governo federal junto ao Congresso Nacional.

Em seguida, às 18h, Goergen tem uma reunião marcada com o ministro Paulo Guedes (Economia). O objetivo seria fazer os cálculos para definir se há recursos para desoneração da folha.

“Não temos nenhuma solução ainda, mas agora sigo para uma reunião com o ministro Paulo Guedes com números oficiais, números concretos”, afirmou.

Goergen estimou que o custo atual para manter a desoneração seja entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões para 17 setores da economia. Disse ainda que saiu “convicto” de que o governo encontrará uma solução para o caso.

“Existe um pequeno espaço. E, dentro das prioridades, esse é o papel do governo escolhê-las. E o governo dá a entender que a desoneração, em razão da geração de empregos, é realmente uma prioridade. […] Sai muito mais barato gerar empregos do que pagar Bolsa Família”, disse.

Atualmente, o projeto de lei está em discussão na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Depois, ainda terá que ser votado em plenário e seguir para o Senado. A proposta prorroga a desoneração de alguns setores por mais 5 anos, até 2026.

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