Brasília Secretaria de Articulação cancela reunião com caminhoneiros

Secretaria de Articulação cancela reunião com caminhoneiros

Suspensão do encontro ocorre às vésperas de nova paralisação nacional de parte da categoria, marcada para o dia 1º de novembro

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7

Na imagem, caminhão deixa refinaria em Canoas

Na imagem, caminhão deixa refinaria em Canoas

Diego Vara/Reuters-02/05/2019

Às vésperas de uma paralisação nacional de parte dos caminhoneiros, a Secretaria Especial de Articulação Social, ligada à Secretaria de Governo da Presidência da República, cancelou uma reunião prevista para quinta-feira (28) com a categoria.

Participariam do encontro a Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas e demais representantes.

A informação foi dada pelo deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS), presidente da frente. A reportagem teve acesso ao email enviado pela chefe de gabinete do órgão, Kátia Maria Veras Braga.

“Em razão das notícias veiculadas na imprensa de que a reunião seria realizada com a participação de ministros de Estado, o que não se coaduna com o convite enviado, esta Secretaria Especial de Articulação Social informa o cancelamento da reunião do dia 28”, comunica.

No encontro, seriam debatidas reivindicações como o estabelecimento e cumprimento de frete mínimo, além de uma redução do preço do diesel e reajuste na política de preços da Petrobras, que anunciou nesta segunda-feira (25) que a gasolina e o diesel vão ficar mais caros nas refinarias a partir desta terça-feira (26).

Para Crispim, a política de preços da companhia “só está gerando miséria, fome, desigualdade e inflação”.

O episódio ocorre às vésperas de uma nova paralisação nacional dos caminhoneiros, prevista para 1º de novembro. “Vamos parar sim, já está tudo certo e arquitetado. A categoria vai parar porque não aguenta mais”, afirma Marconi França, um dos líderes dos caminhoneiros em Pernambuco.

Questionado sobre a paralisação, o deputado que preside a frente a favor dos caminhoneiros defende o direito constitucional da categoria em “exigir um pouco de dignidade, que vem sendo prometida desde 2019”.

A reportagem busca contato com a pasta e aguarda retorno. O posicionamento será incluído assim que for enviado.

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