Brasília Secretário de Petróleo pede demissão de ministério 

Secretário de Petróleo pede demissão de ministério 

José Mauro Coelho se demite em dia de afastamento de secretários do Tesouro e Orçamento e do Tesouro Nacional

  • Brasília | Do R7, em Brasília

Demissão ocorre após cerca de 14 anos no serviço público

Demissão ocorre após cerca de 14 anos no serviço público

Valter Campanato/Agência Brasil

O Ministério de Minas e Energia recebeu o pedido de demissão do secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, José Mauro Coelho, nesta quinta-feira (21). Segundo a pasta, a decisão foi tomada por motivos pessoais.

O afastamento de José Mauro Coelho ocorre no mesmo dia em que houve pedidos de demissão em outro ministério, como o do secretário do Tesouro e Orçamento e o do secretário do Tesouro Nacional, dois dos principais cargos da equipe de Paulo Guedes na Economia.

"Após cerca de 14 anos no serviço público, dos quais quatro como diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e um ano e meio como secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho, por decisão pessoal, deixa o serviço público", informa o MME em nota.

A pasta detalha ainda que, após o período regulamentar de quarentena, José Mauro vai retornar ao setor energético nacional, mas na iniciativa privada. A área de atuação do ex-secretário de Petróleo vem sendo discutida diariamente em meio à crise do preço dos combustíveis.  

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro havia informado que estuda, juntamente com a equipe econômica do governo, a concessão de uma bolsa-auxílio a caminhoneiros para que arquem com o custo do combustível. Fontes ouvidas pelo R7 afirmaram que o valor analisado gira em torno de R$ 400 a R$ 500 por profissional, com a intenção de que já seja pago a partir do mês de novembro. 

A Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas notificou ao governo federal e autoridades parlamentares a paralisação dos caminhoneiros, prevista para 1º de novembro, e o estado de greve da categoria, adotado desde o último sábado (16).

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