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Brasília Senado ou chapa com Bolsonaro? Mourão diz que decide em março 

Senado ou chapa com Bolsonaro? Mourão diz que decide em março 

'Se ele precisar, sabe que conta comigo', diz vice sobre concorrer à reeleição; ele disse ainda que não sabe ser político. 'Sei ser milico"

  • Brasília | Lucas Nanini, do R7, e Daniel Trevor, da Record TV

O vice-presidente Hamilton Mourão (à direita) ao lado de Bolsonaro; disputa ao Senado ou concorrer à reeleição com o presidente estão entre as possibilidades para 2022

O vice-presidente Hamilton Mourão (à direita) ao lado de Bolsonaro; disputa ao Senado ou concorrer à reeleição com o presidente estão entre as possibilidades para 2022

Joedson Alves/EFE

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse nesta sexta-feira (24) que apenas em março do próximo ano vai definir seu futuro na política. Ele não descartou a corrida ao Senado Federal nem a participação novamente em uma chapa com o presidente Jair Bolsonaro para concorrer à reeleição, em 2022. “Se ele precisar de mim, ele sabe que conta comigo.”

Em conversa com a imprensa, na entrada da Vice-Presidência, em Brasília, Mourão comentou o fato de Bolsonaro ter dito que ele seria um bom senador, mas também ter afirmado que ele não tem vivência política. "Estou satisfeito [com o que disse o presidente]", declarou. "Sei ser milico. Não sei ser político." 

Mourão chegou a dizer que definiria seu futuro na política até o fim deste ano. Nesta sexta, ele afirmou que ainda é cedo para cravar o cargo para o qual deve concorrer nas próximas eleições. "Tem tempo ainda, vamos com calma."

Ele ainda descartou uma eventual corrida ao governo do Rio de Janeiro. Segundo Mourão, o estado fluminense tem um histórico que exige "uma equipe muito qualificada", "vigor e capacidade". "É muito difícil. Eu sou velhinho. No ano que vem já vou fazer 69 anos. A carcaça pesa. O governo do Rio exige mais, não dá para afastar a espuma e ir entrando na água. Tem que mergulhar.”

Presidente em quarentena
Mourão também fez um comentário sobre o período de isolamento do presidente Bolsonaro, depois da viagem a Nova York. Por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o chefe do Executivo e os demais integrantes da comitiva tiveram de se submeter a um período de quarentena, após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ter sido diagnosticado com Covid-19.

"O presidente está muito bem, fez a posse [para o segundo mandato à frente do Ministério Público Federal (MPF)] do Aras ontem por videoconferência. Está tranquilo, sem sintomas. Acredito que deve testar amanhã e na segunda-feira ele está de volta", declarou o vice-presidente.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Vice-presidente em viagem
Mourão também comentou sobre a viagem que fará ao Egito, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Grécia, a partir da próxima terça-feira (28). Segundo o vice-presidente, o principal objetivo é a ida a Dubai, a capital dos EAU.

“Obviamente, por limitações das aeronaves, tem de escolher onde fazer pernoite. Colocamos o Egito [no trajeto], pela liderança que o país exerce no mundo árabe, pela relação com o brasil, e nós temos alguns assuntos pendentes que vamos conversar. E a própria questão da Grécia, que é a porta de entrada para a União Europeia. Por isso selecionamos isso aí.”

Ele deve ficar dois dias no Egito, de onde seguirá para os Emirados, a fim de participar de uma feira de tecnologia e inovação. No dia 5 de setembro, ele parte para a Europa. O retorno ao Brasil está previsto para o dia seguinte.

CPI da Covid
Indagado sobre o bate-boca entre os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jorginho Mello (PL-SC), durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, Mourão afirmou que o episódio foi "lamentável". 

"Quando a pessoa que está sendo perguntada não responde, os senadores começam a se exasperar, perder a paciência, e aí a situação termina por descambar muitas vezes para ofensas, às vezes à pessoa que está sendo arguida, às vezes aos próprios senadores. Fica um espetáculo ruim para o restante do país", disse.

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