CPI da Covid

Brasília Senadores aprovam relatório da CPI da Covid-19 por 7 votos a 4

Senadores aprovam relatório da CPI da Covid-19 por 7 votos a 4

Documento tem 1.289 páginas e sugestão de indiciamento de 80 nomes, entre eles o presidente Bolsonaro e empresas

  • Brasília | Alan Rios e Isabella Macedo, do R7, em Brasília

CPI da Covid-19 termina com 80 pedidos de indiciamento

CPI da Covid-19 termina com 80 pedidos de indiciamento

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 20.10.2021

Os senadores da CPI da Covid-19 aprovaram o relatório final da comissão, na noite desta terça-feira (26), por 7 votos a 4. A última versão do documento tem 1.289 páginas e 80 pedidos de indiciamento, sendo 78 de pessoas, entre elas o presidente Jair Bolsonaro, e dois de empresas. O relatório foi elaborado por Renan Calheiros (MDB-AL) e sofreu alterações desde a semana passada, quando o senador fez a leitura.

O documento é o compilado de tudo o que foi apurado nos quase seis meses de reuniões no Senado, desde a abertura dos trabalhos, em 27 de abril deste ano. Além das sugestões de indiciamento, o texto traz pedidos de investigação. A partir do relatório, órgãos fiscalizadores serão acionados para dar continuidade à apuração de possíveis crimes cometidos pelos citados.

Entre os principais pedidos de indiciamento, estão o do presidente Jair Bolsonaro, o do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o do ex-ministro da Pasta Eduardo Pazuello e o do ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni. O único governador na lista de sugestões de indiciamento é Wilson Lima (PSC), do Amazonas, incluído nesta terça, logo no início da sessão.

Há, ainda, os nomes do senador Flávio Bolsonaro e de vários deputados, como Ricardo Barros (PP-PR), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Osmar Terra (MDB-RS) e Carlos Jordy (PSL-RJ).

Horas após incluir o nome de Luis Carlos Heinze (PP-RS) na lista de sugestões de indiciamento no relatório final da CPI da Covid-19, o senador Renan Calheiros aceitou remover o nome do gaúcho do documento. A retirada foi um pedido de Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que tinha solicitado a inclusão pela manhã, mas mudou de ideia ressaltando a imunidade parlamentar. 

Minuto de silêncio

A pedido da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), a última sessão da CPI foi finalizada com um minuto de silêncio pelos mais de 606 mil brasileiros mortos em decorrência da Covid-19 em toda a pandemia. Ao fim da homenagem, Omar Aziz (PSD-AM) encerrou a comissão dizendo que "agora é uma nova etapa". "É a gente encaminhar para os órgãos competentes para que a gente possa fazer justiça ao povo brasileiro."

Votos

Votaram a favor do relatório os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Votaram contra: Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Próximo passo

O presidente da comissão, Omar Aziz, anunciou que o comando da CPI vai entregar ao procurador-geral da República, Augusto Aras, nesta quarta-feira (27) o documento final aprovado pelos senadores. "Digam que não tem nada nesse relatório. Digam que esse relatório é fictício. Digam que o que o senador Renan Calheiros escreveu não existiu. Aí a gente se curva à cegueira", declarou.

Investigações e embates

Desde 27 de abril, os trabalhos da CPI foram marcados por investigações, apontamentos e embates políticos entre base e oposição. Momentos de discussões mais ríspidas entre os senadores tomaram espaço no noticiário e entre internautas. Bordões, acusações e "tretas" por diversas vezes viralizaram nas redes sociais. Veja abaixo os principais conflitos:

Últimas