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Brasília STJ mantém governador do Tocantins afastado do cargo

STJ mantém governador do Tocantins afastado do cargo

Decisão unânime afasta Mauro Carlesse (PSL) do governo por seis meses, por suspeita de corrupção

  • Brasília | Do R7, em Brasília

O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), afastado do cargo por seis meses

O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), afastado do cargo por seis meses

Antonio Gonçalves/Divulgação - 8.2.2021

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve por unanimidade, nesta quarta-feira (20), a decisão que afastou o governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), por seis meses. A determinação inicial do afastamento foi do ministro Mauro Luiz Campbell.

Carlesse é um dos alvos de uma operação conjunta entre o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, autorizada pelo STJ, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de impedir ou obstruir investigações sobre atos ilícitos relacionados à cúpula do governo do estado.

Policiais federais cumpriram, na manhã desta quarta-feira, 57 mandados de busca e apreensão em diversos endereços, entre eles a residência do governador e o Palácio Araguaia, sede do governo do estado. Eles cumpriram também 50 medidas cautelares, como suspensão do exercício das funções públicas, expedidas pelo STJ em Palmas, Gurupi, Porto Nacional, no Tocantins; Minaçu e Goiânia, em Goiás; Brasília e São Paulo. As operações ficaram conhecidas por Éris e Hygea.

Segundo o STJ, os inquéritos apontam indícios de pagamento de vantagens indevidas ligadas ao Plano de Saúde dos Servidores do Estado do Tocantins. As investigações também indicam haver uma estrutura montada para a lavagem de ativos e o desvio de recursos públicos para o patrimônio dos investigados.

As investigações começaram há cerca de dois anos. A apuração mostrou a existência de um “vasto conjunto de elementos que demonstram um complexo aparelhamento da estrutura estatal voltado para permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados”.

Segundo a PF, o governo do Tocantins retirou indevidamente delegados responsáveis por inquéritos que mencionavam membros da cúpula do estado envolvidos em suspeitas de irregularidades. O governador e os demais envolvidos podem ter de responder por corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e documental e embaraço às investigações.

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