Brasília Temer reposta elogios à pacificação ao som de funk e 'Super-Homem'

Temer reposta elogios à pacificação ao som de funk e 'Super-Homem'

Ex-presidente da República aproveita momento de ‘herói’, como dizem apoiadores, e compartilha até memes após carta 

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Temer e Bolsonaro na transmissão de cargo em 2018

Temer e Bolsonaro na transmissão de cargo em 2018

Marcos Corrêa/PR

O ex-presidente da República Michel Temer usou as redes sociais para compartilhar elogios, memes e até o funk “O pai tá on” em referência às ações de conciliação promovidas por ele para auxiliar o governo de Jair Bolsonaro.

Temer tem repostado, via Instagram, várias publicações de apoiadores. Elas vão desde reflexões sobre o impacto da carta publicada pelo governo federal no mercado financeiro, com a alta do Ibovespa de 1,72%, até a música tema do filme Super-Homem, enquanto ele entra em um avião.

As reações dizem respeito ao comportamento de “bombeiro da nação”, adotado por Michel Temer nos últimos dias. Segundo ele mesmo confirmou, a carta escrita em nome de Bolsonaro, com tom de pacificação entre as instituições, foi esboçada pelo ex-presidente, em ajuda ao atual mandatário.

“Sempre que fui chamado para ajudar o país, busquei o diálogo e coloquei as instituições acima dos homens. A solução para muitos problemas que os brasileiros enfrentam está na pacificação e no entendimento. Torço para que sigamos nesse caminho hoje e sempre”, publicou Temer.

Apoiadores chegaram a levantar a hashtag #TemerDay, em referência aos impactos pacificadores de Michel no mercado, e o ex-presidente demonstra ter gostado das publicações, compartilhando várias postagens. “A pacificação é sempre o melhor caminho”, escreveu ele, em uma delas.

Crise

Temer foi chamado para auxiliar Jair Bolsonaro logo após o 7 de Setembro. Na data da Independência, o presidente inflou uma série de protestos contra membros dos Três Poderes, direcionados principalmente ao STF (Supremo Tribunal Federal). Bolsonaro chegou a dizer que não respeitaria mais as decisões do ministro Alexandre de Moraes, alvo de grande parte dos manifestantes.

Parlamentares e juristas classificaram o episódio como um estopim de uma série de ataques já realizados, anteriormente, contra pilares da democracia. O PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), por exemplo, anunciou, quarta-feira (8), que começou a fazer oposição ao governo, discutindo até mesmo as possíveis “práticas de crimes de responsabilidade pelo presidente da República”.

A palavra "pacificação" virou regra, então, até mesmo para pessoas próximas à Bolsonaro, que aconselharam o presidente a recuar. Em live realizada nesta última quinta-feira (9), ele argumentou que os discursos do dia 7 ficaram mais inflamados "pela proximidade do carro de som".

A carta publicada pelo governo federal, por conselhos de Temer, já começa ressaltando que Bolsonaro "nunca teve nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes", e que "a harmonia entre eles é determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar".

Temer reposta memes via Instagram

Temer reposta memes via Instagram

Reprodução/Redes sociais

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