Brasília TSE investigará se atos de 7 de setembro tiveram financiamento

TSE investigará se atos de 7 de setembro tiveram financiamento

Manifestações contaram com a presença do presidente Jair Bolsonaro, que discursou em São Paulo e Brasília

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Presidente Jair Bolsonaro foi aclamado por  apoiadores nos atos de 7 de setembro.

Presidente Jair Bolsonaro foi aclamado por apoiadores nos atos de 7 de setembro.

Fernando Bizerra/EFE - 07.09.2021

Por determinação do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luís Felipe Salomão,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu abrir investigação para apurar se os atos do feriado de 7 de setembro, que contaram com a presença do presidente Jair Bolsonaro, foram financiados. A Corte quer saber quem teria realizado aportes para que ocorressem manifestações a favor de Bolsonaro em São Paulo e Brasília.

Um vídeo compartilhado pelas redes sociais mostra o que seriam militantes dentro de um ônibus recebendo dinheiro para participar das manifestações. O TSE avalia se o caso pode representar propaganda eleitoral antecipada. A Polícia Federal deve atuar no caso e transcrever o vídeo, assim como colher outras provas e ouvir as pessoas envolvidas para subsidiar a análise do caso pela corte eleitoral.

"Trata-se de vídeo divulgado nas redes sociais a revelar cenas do interior de um ônibussupostamente oriundo de Pompeia, no interior de São Paulo, na qual uma pessoa trajando camiseta com dizeres de apoio ao voto impresso distribui valores em espécie, nota de R$ 100 (cem reais), para os ocupantes do veículo, enquanto um deles narra cada um ter recebido uma camiseta idêntica e a relatada importância em dinheiro, para efeito de participação nas manifestações do dia 7 de setembro de 2021", escreve Luís Felipe no despacho que autoriza as investigações. 

"Destarte, considerando que o conteúdo do vídeo e também as notícias veiculadas podem ter conotação de abuso de poder econômico e político, de modo a inserir-se no escopodeste Inquérito Administrativo", completa o magistrado. 

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