Brasília TSE pede que MPE se manifeste sobre ação contra Bolsonaro

TSE pede que MPE se manifeste sobre ação contra Bolsonaro

Investigação apura invasão de grupo de mulheres no Facebook para supostamente ser usado na campanha do atual presidente

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Sede da PF em Brasília

Sede da PF em Brasília

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu prazo de 5 dias para que o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifeste sobre uma Ação de Investigação Eleitoral contra a chapa do presidente Jair Bolsonaro, vencedora das eleições de 2018. O procedimento faz referência a um grupo na rede social Facebook que foi hackeado durante a campanha. Os autores da causa pediram o envio dos documentos à Polícia Federal e ao Ministério Público.

O mesmo prazo dado ao Ministério Público também foi concedido ao presidente Jair Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão, para que se manifestem sobre o caso. As diligências realizadas até agora apontam para a suposta ligação de um homem com o ataque hacker contra o grupo "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro", que já tinha 2 milhões de integrantes e, após ter sido invadido, passou a publicar peças de apoio ao presidente, que na época, concorria na eleição. 

A ação foi apresentada pela coligação Unidos para Transformar o Brasil (Rede/PV) e Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima. No processo, os advogados da coligação dizem que o suspeito teria recebido dinheiro para realizar o ato.

"As investigações apontam que um homem supostamente ligado a Bolsonaro, Victor Gabriel de Oliveira, pode ter buscado utilizar, mediante fraudes, a ferramenta PayU para receber pagamentos em retribuição aos ataques promovidos contra o grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro. Tal fato pode configurar lavagem de dinheiro", diz um trecho do texto.

A ação de investigação pode levar à cassação da chapa e inelegibilidade dos eleitos, caso fique comprovado que a invasão provocou impacto no pleito como um todo. 

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