Brasília Wagner Rosário pede desculpas ‘caso tenha ofendido’ Simone Tebet

Wagner Rosário pede desculpas ‘caso tenha ofendido’ Simone Tebet

Segundo ministro da Controladoria Geral da União (CGU), ‘somos agressivos inconscientemente’ no calor do debate

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Wagner Rosário se desculpou com senadora e todas as mulheres 'que tenham se sentido ofendidas'

Wagner Rosário se desculpou com senadora e todas as mulheres 'que tenham se sentido ofendidas'

Pedro França/Agência Senado - 21.09.2021

Após o bate-boca entre o ministro da Controladoria Geral da União (CGU) Wagner Rosário e a senadora Simone Tebet (MDB-MS), o ministro se desculpou com ela e com “todas as mulheres que tenham se sentido ofendidas”. Wagner Rosário chamou Tebet de “descontrolada” após um debate na CPI da Covid. A senadora 

“Apesar de tê-lo feito pessoalmente, reitero meus pedidos de desculpas caso minhas palavras tenham lhe ofendido”, publicou o ministro, via Twitter. Na postagem, ele argumenta que o momento mais caloroso da sessão causou as acusações. “Às vezes, no calor do embate, somos agressivos inconscientemente. Estendo minhas desculpas a todas mulheres que tenham se sentido ofendidas.”

A discussão teve início quando a senadora usava o tempo de fala para expor inconsistências em relação às afirmações do ministro sobre as notas fiscais internacionais da empresa Precisa Medicamentos no âmbito do contrato com o governo para venda de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin.

Wagner Rosário chamou os apontamentos da senadora de inverdades. “Com todo respeito à senhora, eu recomendo que a senhora lesse tudo de novo”, disse. Tebet respondeu dizendo: "Não faça isso. O senhor pode dizer que eu falei inverdades, mas não me peça para fazer algo, porque eu sou senadora da República".

O ministro insistiu: "Releia. A senhora me chamou de engavetador, falou o que quis". Em seguida, Tebet afirmou que ele estava se comportando como um "menino mimado". Wagner Rosário rebateu a senadora: "Não me chame de menino mimado, eu não lhe agredi. A senhora está “totalmente descontrolada”.

A fala gerou repúdio de diversos membros da Comissão. A senadora Leila Barros, por exemplo, argumentou que muitas mulheres da Casa são tratadas como “descontroladas” ao usar o mesmo tom de voz e posicionamento de outros homens.

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