Brasília YouTube remove vídeo de reunião de Bolsonaro com embaixadores

YouTube remove vídeo de reunião de Bolsonaro com embaixadores

Segundo a plataforma, nova diretriz para informações falsas também abrange falas sobre as eleições de 2018 e 2014

  • Brasília | Alan Rios, do R7, em Brasília

Bolsonaro durante a apresentação a embaixadores em que pôs em xeque sistema eleitoral

Bolsonaro durante a apresentação a embaixadores em que pôs em xeque sistema eleitoral

Clauber Cleber Caetano/Presidência da República - 18.7.2022

O YouTube removeu o vídeo do canal do presidente Jair Bolsonaro (PL) que mostrava a reunião com embaixadores em que o presidente fez um discurso com críticas ao sistema eleitoral brasileiro. Ele levantantou suspeitas de fraude em pleitos passados, sem mostrar provas. A retirada do conteúdo faz parte de uma nova diretriz da plataforma, que chegou a afirmar, anteriormente, que ele não violava as normas da empresa.

A reunião aconteceu em 18 de julho, no Palácio da Alvorada. Nela, Bolsonaro disse, por exemplo, que hackers tiveram "acesso a tudo dentro do TSE" em 2018. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que as urnas eletrônicas jamais entram em rede, o que impede qualquer tipo de interferência externa no processo de votação e de apuração, e que o acesso indevido citado pelo presidente não representou nenhum risco à integridade das eleições de 2018.

O YouTube atualizou a "política de integridade eleitoral", que proíbe informações falsas sobre fraude, erros ou problemas técnicos que supostamente tenham alterado o resultado de eleições, e aplicou essas normas também a falas sobre as eleições presidenciais brasileiras de 2018 e 2014.

"O YouTube é uma plataforma de vídeo aberta e qualquer pessoa pode compartilhar conteúdo, que está sujeito a revisão de acordo com as nossas diretrizes de comunidade", diz, em nota, a administração do site. Também foi removido um vídeo que alegava que Bolsonaro não havia sido esfaqueado. O conteúdo tentava induzir o público a acreditar que o atentado havia sido manipulado.

"Nossa política de discurso de ódio proíbe conteúdo que negue, banalize ou minimize eventos históricos violentos, incluindo o esfaqueamento de Jair Bolsonaro. O discurso de ódio não é permitido no YouTube, e removeremos material sobre o esfaqueamento de Jair Bolsonaro que viole esta política se não fornecer contexto educacional, documental, científico ou artístico no vídeo ou áudio", finalizou a empresa.

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