Carros [Avaliação] Civic EXL 2020 muda pouco para enfrentar concorrentes

[Avaliação] Civic EXL 2020 muda pouco para enfrentar concorrentes

Sedã continua atual e ganha pequenas mudanças na linha 2020: veja preços e avaliação

Conheça detalhes do Civic 2020

Poucas mudanças mantendo o design marcante na linha 2020: testamos a versão EXL

Poucas mudanças mantendo o design marcante na linha 2020: testamos a versão EXL

Guilherme Magna

O Honda Civic chegou à linha 2020 com pouquíssimas mudanças para agradar um consumidor fiel à marca. A décima geração com estilo arrojado e a traseira de um cupê ainda chamam a atenção pela beleza. O segundo colocado nas vendas dos sedãs médios tem mantido sua posição após o lançamento do Corolla, em setembro.

O R7 Autos Carros testou o Civic EXL 2020, que inclui poucas mudanças no modelo topo de linha com o conhecido motor 2.0 aspirado de 155 cv a 6.300 rpm e 19,5 kgfm de torque a 4.800 rpm e câmbio CVT. O pára-choque foi redesenhado: na dianteira tem novo formato na parte inferior e na traseira recebeu um friso cromado. As rodas também mudaram conforme a versão. Na EXL ela é cinza grafite com dez raios aro 17 e há monitoramento de pressão dos pneus em toda a linha 2020.

Traseira ao estilo cupê e o novo detalhe do friso cromado no para-choque além da roda com 10 raios

Traseira ao estilo cupê e o novo detalhe do friso cromado no para-choque além da roda com 10 raios

Guilherme Magna

Direção é ponto alto: o Civic mostra muita maturidade na sua décima geração. O visual é arrojado, recebe elogios mas ao volante que ele mostra suas virtudes. A suspensão calibrada à medida e a vantagem da suspensão multilink na traseira tornam a rodagem confortável e esportiva. O motor 2.0 aspirado trabalha suavemente com o câmbio CVT com shift paddles.

Honda Civic LXL que traz novos detalhes como a multimídia de 7´´ e acabamento black piano

Honda Civic LXL que traz novos detalhes como a multimídia de 7´´ e acabamento black piano

Honda Divulgação

Em termos de conectividade, apesar do visual arrojado no painel e nos comandos, a multimídia de 7 polegadas precisa de atualização apesar de contar com Android Auto e Apple Car Play além de um GPS nativo. A interface é antiquada e às vezes os comandos são lentos ao mudar, por exemplo, a fonte do audio.

Civic LXL é o topo de linha com motor flex: versão de entrada é a LX que começa em R$ 97,9 mil

Civic LXL é o topo de linha com motor flex: versão de entrada é a LX que começa em R$ 97,9 mil

Guilherme Magna

Os ocupantes tem vida confortável a bordo do sedã com bancos de desenho anatômico e que transmitem sensação de qualidade no revestimento em couro. Apesar do painel bem destacado a ergonomia para o motorista também se destaca. A versão testada conta ainda com sensor de chuva, saídas do ar-condicionado para o banco traseiros e chave presencial com partida por botão.

A lanterna em formato de bumerangue na traseira: marca registrada do Civic na décima geração

A lanterna em formato de bumerangue na traseira: marca registrada do Civic na décima geração

Guilherme Magna

O Honda Civic será sempre uma compra racional e segura em termos de automóveis mas já poderia oferecer itens que os rivais trazem na mesma faixa de preço. 

Por R$ 112 mil, por exemplo, o Civic EXL fica devendo alguns itens como bancos elétricos ao menos para o motorista e também o teto solar e o sistema Honda Sensing. Estes itens só aparecem na versão Touring com motor 1.5 turbo de 173cv e preço de R$ 134,9 mil onde já se pode comprar por exemplo o Corolla híbrido. Diante dos concorrentes o Civic EXL enfrenta o Toyota Corolla XEI, o Volkswagen Jetta R-Line, Chevrolet Cruze Premier e o Kia Cerato. Se por um lado o Honda fica devendo um motor mais eficiente como o Dynamic Force do Corolla ou uma solução turbinada como no Jetta e Cruze, o motor 2.0 aspirado ainda é competitivo no desempenho e o baixo custo de manutenção e baixa valorização seguem atraindo muitos consumidores e mantê-lo entre os sedãs médios mais vendidos.