[Comparativo] Antes da mudança, confrontamos Honda City e Toyota Yaris

Sedãs tem boa fama de robustos com baixa desvalorização mas antes da mudança prevista eles mostram rivalidade nos detalhes

Honda City espera por mudança profunda no visual mas deve manter o motor 1.5 aspirado

Honda City espera por mudança profunda no visual mas deve manter o motor 1.5 aspirado

marcos camargo jr

Prestes a receber uma série de mudanças tanto o Toyota Yaris quanto o Honda City seguem na briga pelo mesmo perfil de consumidor. É aquele que não faz questão de motor turbo mas quer um carro estável de baixa manutenção e desvalorização. Também confia na marca e a ela será fiel considerando que outros sedãs estão “no andar de baixo”. Antes dessa mudança ocorrer colocamos os sedãs lado a lado.

marcos camargo jr

Vale lembrar que os dois modelos são muito equivalentes: motor 1.5 aspirado, boa oferta de equipamentos mas disposição diferente de itens de série como veremos.

Yaris é mais equipado e simples

marcos camargo jr

O Toyota segue sem alterações desde que desembarcou no país, em 2018. São 473 litros de porta malas, 2,55m de entre eixos enquanto por fora é quase idêntico ao rival com 4,42m de comprimento.

Na versão XLS Connect, a mais cara, vem bem equipado com dois diferenciais: controle de estabilidade e tração que faz a diferença quando o carro é mais exigido. Também é mais equipado: nesta versão tem sete airbags, chave presencial e o teto solar, itens que o Honda Civic não tem.

marcos camargo jr

O motor 1.5 do Yaris desenvolve 105/110 cv a 5.600 rpm e14,3/14,9 kgfm a 4.000 rpm com transmissão CVT. É ágil, leve e silencioso. A vida a bordo dele é tranquila e com 2,55m de entre eixos o espaço interno é apenas suficiente. Vale considerar que o Toyota traz multimídia com Apple CarPlay e Android Auto mas com comandos lentos e interface antiga, falha vista também no Honda como veremos.

Simplicidade dá o tom no Toyota Yaris que na versão XLS traz 7 airbags e teto solar

Simplicidade dá o tom no Toyota Yaris que na versão XLS traz 7 airbags e teto solar

marcos camargo jr

Também deixa a desejar o acabamento com rebarbas e ruídos do plástico oco aplicado nas portas. A forração do teto parece simples e não há preocupação em boa finalização como nos bancos que trazem as laterais internas com um carpete costurando escondendo os trilhos do assento. Apesar disso, as revisões são um pouco mais em conta que no Honda e o prazo de garantia é igual nos dois carros: 3 anos.

Honda City é mais refinado mas deve itens de série

marcos camargo jr

O Honda City também deve sofrer alterações no próximo ano. Em termos de dimensões tem a vantagem do entre-eixos de 2,60m que é mais generoso do que o rival assim como o porta malas bem maior com 536 litros.

Na versão EXL, topo de linha, o City só não entrega itens já presentes no rival como controle de tração e estabilidade ou teto solar. Também conta com seis airbags.

Interior do City tem mais personalidade e acabamento que transmite melhor montagem

Interior do City tem mais personalidade e acabamento que transmite melhor montagem

marcos camargo jr

O motor é também 1.5 porém um pouco mais potente com 115/116 cv a 6.000 rpm; 15,2/15,3 kgfm a 4.800 rpm associado também ao câmbio CVT. O City parece um pouco mas rápido e na nossa média de consumo foi ligeiramente mais econômico.

marcos camargo jr

Em termos de acabamento, porém, é visivelmente superior ao Toyota. Não que seja requintado mas sua montagem é melhor, o plástico é fosco e de melhor qualidade e não há ruídos internos na rodagem decorrente do acabamento.

A multimídia do City também é bem conectada com Apple CarPlay e Android Auto mas fica devendo uma interface melhor como no Yaris. É igualmente lenta e com ícones antiquados. 

Semelhantes mas essencialmente diferentes

marcos camargo jr

O Toyota Yaris é bem equipado trazendo itens que o City ainda fica devendo como o controle de estabilidade e tração. No entanto, seu acabamento é mais simples.
O Honda City é mais espaçoso e o acabamento melhor transmitindo a sensação de um carro de bom nível, considerando o preço.

marcos camargo jr

Nos dois conectividade não é o forte e a multimídia é antiquada, com interface antiga e lenta sem falar na câmera de baixa resolução e a ausência do sensor de ré. Vale considerar que apesar da boa garantia de três anos as revisões do Toyota saem mais em conta. Até os 60.000 quilômetros rodados, o comprador do Yaris vai gastar R$ 3.590,59 enquanto o proprietário do City deve desembolsar muito mais: R$ 5.598,11. Nas versões avaliadas pelo R7 o Honda City EXL custa R$ 88,2 mil e o Toyota Yaris XLS Connect sai por R$ 89,9 mil.

E o futuro?

INPI reprodução

Os dois sedãs vão mudar em 2021 embora tanto Honda quanto Toyota não comentem sobre o assunto. Já estão registrados no Brasil os novos City e Yaris. A dupla deve ficar mais equipada sendo que finalmente o Honda deverá ganhar controle de estabilidade e tração e os dois modelos devem oferecer itens como frenagem automática de emergência, alerta de mudança de faixa entre outros itens. 

Toyota Divulgação

Visualmente o Yaris deve mudar pouco com nova grade, painel e interior como um todo enquanto o Honda City ficará mais parecido com o City sofrendo um facelift mais profundo. Vale lembrar que ambos já foram registrados no INPI indicando o plano das montadoras quanto ao lançamento. Sobre a motorização, o 1.5 quatro cilindros aspirado não deverá dar lugar a um motor turbo.

Toyota Yaris ou Honda Fity? O canal Autos TV traz a projeção dos futuros sedãs e um review completo do Yaris.