Cidades Campina Grande perde cerca de R$ 300 milhões sem eventos de São João

Campina Grande perde cerca de R$ 300 milhões sem eventos de São João

Um dos principais destinos turísticos do país durante o São João, Campina Grande sofrerá mais um ano com forte prejuízo econômico por causa do cancelamento das festas juninas em consequência da pandemia da Covid-19. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo da cidade, a perda estimada gira em torno de R$ 300 milhões, considerando […]

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Réplica da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, na Cidade Cenográfica do Parque do Povo (Foto: Arquivo/Portal Correio)

Um dos principais destinos turísticos do país durante o São João, Campina Grande sofrerá mais um ano com forte prejuízo econômico por causa do cancelamento das festas juninas em consequência da pandemia da Covid-19. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo da cidade, a perda estimada gira em torno de R$ 300 milhões, considerando o total que deixará de circular em diversos setores, como o de comércio e o de serviços. 

O número considera o montante arrecadado em 2019, último ano das comemorações antes da crise sanitária. Na ocasião, pequenos, médios e grandes empresários já comemoravam um aumento de 36% em relação ao ano anterior. Segundo a secretaria, 2019 foi, do ponto de vista econômico, o maior São João da história de Campina Grande. Mais de 2,5 milhões de pessoas passaram pelos 18 espaços de festa, como o Parque do Povo, a Vila Forró e o Arraiá de Cumpade, em Galante. 

Para os empreendedores que dependem do São João ou têm na época o ápice das vendas, o rombo nas contas é inevitável, porém algumas estratégias podem ser adotadas por alguns gestores para reduzir os impactos. Segundo o economista Horácio Forte, presidente da H. Forte Soluções Educacionais, associada à Fundação Dom Cabral, é importante criar um ambiente junino no mercado, mesmo que não seja possível a realização dos eventos.

“Os hábitos e as tradições merecem ser mantidos. É importante fomentar campanhas mercadológicas que sigam o calendário festivo. Dá pra ir de junho até agosto, por exemplo, mês em que é comemorado o Dia do São Caetano. Ou seja, em vez de 30 dias, trabalhe o tema em 90”, sugeriu. 

O poder público e as organizações têm incentivado essas ações. Neste ano, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL-CG), por exemplo, criou uma campanha para que as lojas decorassem as vitrines com a temática do São João.

Os principais cartões-postais do município também estão enfeitados. Para estimular as compras, também houve antecipação de metade do décimo terceiro salário para os servidores da prefeitura, o que injetou cerca de R$ 12 milhões na economia local.

Com a vacinação da população, há chances de que o São João volte a ser realizado com aglomerações no próximo ano. Para Horácio, no entanto, o processo de recuperação financeira só deve acontecer em dois ou três anos. “Acredito que o retorno econômico para esse segmento será em ‘U’, e não em ‘V’. Isso significa que será um processo mais lento, porém constante e progressivo”, concluiu.

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